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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
O bandoneon, parente da sanfona, segundo o mestre
Depois, a óbvia e inesquecível pupila sonora do tango: Barbieri, Brando e Bertolucci... Só Bês. Quem não ama esse filme? E, cada "B" a seu modo, é a ele totalmente imprescindível.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
Coração de Cão - Mikhail Bulgakov
Baseado no romance homônimo do genial Mikhail Bulgakov (na foto acima), mais conhecido como o autor de Mestre e Margarida, o filme Coração de Cão, dirigido por Vladimir Bortko, é uma porrada hilária no seio do regime da ex-URSS, que esmagou, em meio ao frenesi bolchevista, qualquer tentativa de se produzir arte no país. Vide Maiakovski, Nabokov, Bábel e tantos outros. Bulgakov tentou sobreviver a essa dinâmica, mas teve muitos de seus livros e roteiros para teatro censurados à época. Em 1925 escreveu Coração de Cão, que só veio a conhecimento do público em 1987 - e, dois anos depois, Bortko também filmaria essa peculiar história de um "homem-cão" (um cachorro no qual se implanta a glândula pituitária de um homem morto) que se torna membro do partido e serve, talvez por ser um boçal insuportável afeito ao sistema dominante, muito bem aos desígnios do governo socialista. Um proletário-criatura, totalmente sem escrúpulos, que sabe tirar vantagem tanto da miopia soviética, que parece não enxergar o ser humano, quanto dos privilégios da burguesia que lhe deu vida. Baita crítica.
Fica clara a referência a Mary Shelley, mas os propósitos de Bulgakov eram outros. Vladimir Bortko é uma diretor fabuloso que vem filmando vários clássicos da literatura russa tanto do séc. XX quanto do séc. XIX. O último, agora em 2009, foi Taras Bulba, romance do piradíssimo Gógol.
Parece que existem edições portuguesas (segundo dizem, muito mal traduzidas) dos livros do Bulgakov. Quanto ao filme do Bortko, não faço a mínima idéia de onde encontrar. A Nastia trouxe pra galera lá de "Peter" - com legendas em inglês ou em russo. Quem quiser emprestado, vale muito à pena.
Como existe o you tube, fique com um trechinho da cena em que Polygraf Polygrafovitch Sharikov, o homem-cão (e sem noção) é apresentado ao mundo:
Fica clara a referência a Mary Shelley, mas os propósitos de Bulgakov eram outros. Vladimir Bortko é uma diretor fabuloso que vem filmando vários clássicos da literatura russa tanto do séc. XX quanto do séc. XIX. O último, agora em 2009, foi Taras Bulba, romance do piradíssimo Gógol.
Parece que existem edições portuguesas (segundo dizem, muito mal traduzidas) dos livros do Bulgakov. Quanto ao filme do Bortko, não faço a mínima idéia de onde encontrar. A Nastia trouxe pra galera lá de "Peter" - com legendas em inglês ou em russo. Quem quiser emprestado, vale muito à pena.
Como existe o you tube, fique com um trechinho da cena em que Polygraf Polygrafovitch Sharikov, o homem-cão (e sem noção) é apresentado ao mundo:
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Pupila sonora: Satie et Louis Malle
Trinta anos essa noite (Le feu follet)... http://www.imdb.com/title/tt0057058/
Malle deixou Satie dedilhar seu piano minimalista ao longo de todo filme. Assim, na adaptação do romance de Pierre Drieu La Rochelle (que, cabe dizer, não li), a angústia do protagonista dá lugar a notas sublimes, livres. Interessantes esses filmes que não fazem uma trilha original, mas, por outro lado, também não costuram uma sinfonia de retalhos de um sem número de músicos. Basta um - perfeito. No caso, Erik Satie.
Partitura de "Trois Gnossienne" aqui.
Malle deixou Satie dedilhar seu piano minimalista ao longo de todo filme. Assim, na adaptação do romance de Pierre Drieu La Rochelle (que, cabe dizer, não li), a angústia do protagonista dá lugar a notas sublimes, livres. Interessantes esses filmes que não fazem uma trilha original, mas, por outro lado, também não costuram uma sinfonia de retalhos de um sem número de músicos. Basta um - perfeito. No caso, Erik Satie.
Partitura de "Trois Gnossienne" aqui.
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