Rabiscos? Arte marginal? Conceitual? Hmmm... Sei que quando o pixador invade a galeria de arte toda pomposa e manda ver, deixando a tiazinha fula da vida, é, como dizem os paulistanos, ducaralho!
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
Minha virada antes da virada: fogo, pop francês, Augusta e cítara!
Como do dia 1 pro dia 2 eu virei – e virei водка, e virei louca³, virei la nuit e virei até os olhos – não consegui ver quase nada na tal da virada cultural, e muito menos, claro, “virá-la”. 
Contudo, foi na bala(vira)da da noite anterior que a “maior cidade do multiculturalismo mundial” se descortinou para mim em todo seu esplendor. Sem sombra de dúvidas, os franceses foram de fato os grandes protagonistas da virada cultural, já que o pouco que pude ver na sexta foi sublime: a Cie Carabosse e sua sensacional instalação de fogo que tomava conta de todo Parque da Luz com esculturas de chama enquanto, ao fundo, músicos davam o tom narcotizante. Perfeito. A Andrea ficou apaixonada pelo Pyro-Psycho-Delic-Guitar-Fire-Man. Foi duro tirá-la de lá. Depois, dando continuidade ao clima francês que imperava, partimos para ver o Les Provocateurs (Edgard Sacandurra, Andrea Merkel, Juliana R., Bárbara Eugênia e Alex Antunes) no Berlin detonando pérolas da música francesa em versões sensacionais. Muito fofo. Estou esperando o “gauchinho” ou o "gauchão" me enviar as fotos para eu postar aqui. Mas a noite não acabou por aí! Não. Depois de passar naquele tal de Love Story - uma espécie de "Via Show" paulistano - só para usar o toilet (ser mulher às vezes é foda!), fomos para a Augusta. Aí fudeu. A concentração de lunáticos chega a níveis bem altos por metro quadrado. O que eu posso dizer é que entramos num porãozinho infernal onde eu pude bater cabeça ao som de Killing in The Name do Rage Against The Machine (quanto tempo eu não ouvia isso: mucho bom!!!) e, para terminar, um pardieiro perdidaço chamado Bar da Galega. Lindo. Lembro-me de ter ficado cantando “Raul” com dois figuras que iam pro Largo do Arouche na sequência. Nossa, a noite de Sampa, em sua diversidade eclética e quase utópica, é realmente imbatível, surpreendente e perigosa se você for do tipo kamikaze. O que não é o meu caso, obviamente. Eu nem bebo.
Pra não dizer que eu não vi nada da virada propriamente dita, fui ver o maluco do Marsicano tocar cítara e falar as abobrinhas de sempre meia-noite na Casa das Rosas. Entre peças clássicas indianas, ele mandou Black Sabbath, Raul, Beatles, The Doors, Led Zeppelin e Vinicius. Só faltou Coltrane. Do físico ao metafísico, que belo instrumento...


Contudo, foi na bala(vira)da da noite anterior que a “maior cidade do multiculturalismo mundial” se descortinou para mim em todo seu esplendor. Sem sombra de dúvidas, os franceses foram de fato os grandes protagonistas da virada cultural, já que o pouco que pude ver na sexta foi sublime: a Cie Carabosse e sua sensacional instalação de fogo que tomava conta de todo Parque da Luz com esculturas de chama enquanto, ao fundo, músicos davam o tom narcotizante. Perfeito. A Andrea ficou apaixonada pelo Pyro-Psycho-Delic-Guitar-Fire-Man. Foi duro tirá-la de lá. Depois, dando continuidade ao clima francês que imperava, partimos para ver o Les Provocateurs (Edgard Sacandurra, Andrea Merkel, Juliana R., Bárbara Eugênia e Alex Antunes) no Berlin detonando pérolas da música francesa em versões sensacionais. Muito fofo. Estou esperando o “gauchinho” ou o "gauchão" me enviar as fotos para eu postar aqui. Mas a noite não acabou por aí! Não. Depois de passar naquele tal de Love Story - uma espécie de "Via Show" paulistano - só para usar o toilet (ser mulher às vezes é foda!), fomos para a Augusta. Aí fudeu. A concentração de lunáticos chega a níveis bem altos por metro quadrado. O que eu posso dizer é que entramos num porãozinho infernal onde eu pude bater cabeça ao som de Killing in The Name do Rage Against The Machine (quanto tempo eu não ouvia isso: mucho bom!!!) e, para terminar, um pardieiro perdidaço chamado Bar da Galega. Lindo. Lembro-me de ter ficado cantando “Raul” com dois figuras que iam pro Largo do Arouche na sequência. Nossa, a noite de Sampa, em sua diversidade eclética e quase utópica, é realmente imbatível, surpreendente e perigosa se você for do tipo kamikaze. O que não é o meu caso, obviamente. Eu nem bebo.
Pra não dizer que eu não vi nada da virada propriamente dita, fui ver o maluco do Marsicano tocar cítara e falar as abobrinhas de sempre meia-noite na Casa das Rosas. Entre peças clássicas indianas, ele mandou Black Sabbath, Raul, Beatles, The Doors, Led Zeppelin e Vinicius. Só faltou Coltrane. Do físico ao metafísico, que belo instrumento...

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domingo, 26 de abril de 2009
====Era só um sujeito fascinante====
Ficara cego, surdo, mudo. Uma nebulosa vagava impunemente a alguns milímetros de seus olhos, embaçando o vidro e, no entrechoque das pálpebras, ao invés de fazer chover (ou ver), impelia-o a se abrigar em uma caverna a milhas de distância dali. Era quando acendia a lamparina e ficava iluminando a dor. De resto,o brilho das luzes, o desencontro dos volumes, o tráfego de saiotes, os confetes – nada tirava-o daquela espécie de transe. Os ouvidos, por sua vez, levitavam ao encontro do silêncio, de modo que a algazarra feita pelas marchinhas, tocadas ao vivo por um desses grupos que surgem apenas em época de carnaval, lhe passava totalmente despercebida. Seus amigos, todos bebuns, jogados por aquele imenso salão de quatro ou cinco andares, haviam migrado para direções opostas a dele tão logo entraram. Deglutido pelo tumulto, não foi difícil para ele alcançar seu mais novo objetivo: perder-se – não para todo sempre, claro, mas só no intervalo temporal daquele porão de relâmpagos –, sem nem saber, aliás, o que diabos estava fazendo de pé. Driblou uma moça ou outra que lhe suplicou por um beijo apaixonado e acabou serenando invisível aos foliões em um corredor do segundo andar. Eu, que entrei em seguida, atrasada pela fila, procurava-o. Mas quando me vi em meio àquele bloco profético, depois que uma mocinha me deu um pedaço de papel, o qual prontamente amassei sem nem saber que se tratava da comanda, achei que jamais fosse vê-lo novamente – sendo que esse “jamais” era uma hipérbole para as próximas 12 horas ou 12 chopes. No entanto, ao subir alguns lances de escada, avistei-o. Pele branca, cabelos encaracolados e estatura mediana. Ele não queria se esconder. Na verdade, conseguira um espaço relativamente vazio para se instalar: ao lado do toilet. “Será que perdeu o olfato?” – pensei. Até aí – contei –, eram três sentidos primordiais que já lhe faltavam. Andei em sua direção e, sem opções, cutuquei seu ombro direito. Ops, quatro: o tátil. Lacei-me à sua frente e berrei: “Meu vestido preto ficou aí?”. “Como assim vestido preto?” Ele pareceu resmungar com o sobrecenho - embora, de fato, não tenha dito porra nenhuma. Estacionou suas pupilas em mim durante um bom tempo (como se eu fosse uma estranha), afiando lâminas, fazendo a carne sangrar e, incomodada, dei um passo para trás – Calma lá!... Adorava o jeito como ele me fitava – desbravador, titânico, sem receios, pronto para travar qualquer embate, pronto para dizer qualquer verdade, pronto para instaurar um novo regime onde nós, seus súditos, reportar-se-iam sem intermediários ao rei – o Bom, o Belo, o Ideal. Um arqueiro libanês do olhar. Com um golpe de vista, acertava em cheio, aniquilava, seduzia, tremeluzia até o curto-circuito. Era elétrico o que se passava por aquelas bandas, e se por acaso eu levasse aquilo adiante acabaria mastigando-o, comendo-o, lambuzando-me. Não sei exatamente como, mas ele sabia todos os crimes que eu não cometeria. Talvez por isso, magnético, invadisse-me feito um pênis adentra uma xota e fica por ali em standby alheio ao próximo take. Não. Nada disso. Era só um menino fascinante.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Ontem eu saí com os "meninos"... Hummm.
(Exagerei na birita, mas amei. RC, confete e serpentina. Lindo.)
E como já diria o sábio Thomas (a.k.a "chuchu"), a seu modo rockstar e mais pra lá do que pra cá, "as meninas fazem força para não se odiarem". Forte isso. Mas é. Cabe uma reflexão sonada: historicamente falando, culpa deles, na verdade, que nos deslocaram há milênios para uma posição esdrúxula da qual jamais saímos - e culpa nossa também, que nos submetemos ao longo dos tempos a esse joguinho, com variações sutis e, sem querer generalizar, isento de cumplicidade. Esta é a palavra: cumplicidade. Mas vamos nos libertar desse jugo. Nunca houve revolução feminina - e pensar que pode ter havido é ridículo. Estamos em processo, e, na real, a coisa ainda anda a passos lentos, lerdos, morosos, embora visíveis. "As águas vão rolar. Garrafa cheia eu não quero ver sobrar. Eu passo mão na saca saca saca rolha. E bebo até me afogar. Deixa as águas rolar..." Vou dormir. No mais: homem, mulher, tanto faz: somos todos seres humanos. E a cumplicidade deve existir nesse âmbito: o humano.
99999
O que importa não é o que a gente fala, e sim o que a gente faz. O que a gente fala, na grande maioria das vezes e do tempo, é absolutamente desimportante. Salvo raras exceções, as pessoas deveriam ser mudas. As pessoas deveriam "ser" menos e "fazer" mais, bem +. E "falar" através do "fazer". No entanto, como somos todos reféns da imperfeição e do desassossego, por ora, tá "sussa".
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Notas do carnaval underground - O bloco da bailarina de vermelho
Com a palavra, a própria dama - dessa vez da "contra-cultura carnavaleska":
"amados correligionários do coração
o bloco da bailarina de vermelho vai atravessar
bloco da bailarina de vermelho
chupa aqui
bloco intervenção
1º ação : boitatá domingo
a fantástica fábrica de tchu-tchus vermelhos acaba de ser fundada
saiotes-pastiche serão distribuídos para a elite do partido
temos inclusive outros apetrechos para quem estiver desprovido de
colares de havaiana , máscaras de paete, tiaras de rosas, glitter e congeneres"
o bloco da bailarina de vermelho vai atravessar
bloco da bailarina de vermelho
chupa aqui
bloco intervenção
1º ação : boitatá domingo
a fantástica fábrica de tchu-tchus vermelhos acaba de ser fundada
saiotes-pastiche serão distribuídos para a elite do partido
temos inclusive outros apetrechos para quem estiver desprovido de
colares de havaiana , máscaras de paete, tiaras de rosas, glitter e congeneres"
yyyy
SERVIÇO:
BAILE DO CORDÃO DO BOITATÁ
Data: 22/02/09
Local: Praça XV Centro – Rio de Janeiro – RJ
Horário: 9 horas
Estaremos lá!!! Uhuuuuuuuuuu!!!
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Notas do carnaval underground - Bloco do Barril/RJ
O samba do meu grande amigo Felipe Filósofo (desde os tempos do curso de filosofia da UERJ!), que também é compositor da Viradouro, foi escolhido pelos membros da comunidade do Rio do Ouro - um lugar entre São Gonça e Nikity! -, sede do Bloco do Barril, para representar a "Escola" na Avenida! O bloco tem um enredo muito peculiar e vai desfilar na cadência do maravilhoso samba do Felipão!!! VIVA!!! Depois de seis anos sem ser reconhecido pelos foliões de sua própria comunidade, o Fê tá que é só alegriaaaaaaa!
Mais: http://nacadencia.blogspot.com/2009/02/barril-do-rio-do-ouro-escolhe-samba.html
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