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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Naquele dia, já era noite

Naquele dia, já era noite. Ela vinha tropeçando em cacos de pensamento: refugos de uma longa refrega. Bifurcou coisitudes que, ademais, não lhe serviriam de droga nenhuma. Algumas delas tomaram o rumo do texto ao lado, que emergia em paralelo, reclamando autoria distinta e escrito por um ghostwriter legítimo, desses que pululam aos montes em SP. Adentrou o apartamento com a sua cota de sandices, devidamente cotejada com o original em russo, sem nem suspeitar que já estivesse grávida há 20 dias, que um bisneto da Cândida nasceria dentro em pouco, que a toalha estava molhada sobre a cama – despencou do oitavo andar de suas idéias direto para o colchão. Sentiu estalar duas lágrimas uma noutra na escuridão da pálpebra fechada. Pálido cansaço de não ir a lugar nenhum, de desejar além do seu o querer alheio, “todos juntos e de mãos dadas, atadas”, o querer alheio pleno de dignidade e compostura: bondade. Pessoas perdem tudo que têm de “pessoa” por causa de míseros R$ 100. Que verdade limítrofe em torno da qual sofrer e chutar toda e qualquer esperança no que quer que seja o ser. Não há escolha. Hamlet, para ela, soou como um risível desvario nefelibata.

Tristes trópicos – agora em outra pegada. Como diz a Zazie: “Meu cú” – o que, apesar de lacônico, significa: meu cú é bem mais limpo do que essa imundície toda.

Continua aqui.

sábado, 7 de novembro de 2009

O querido e figuraça FeFi (Felipe Filósofo)

Felipe Filósofo, além de ser mestre em filósofia pela UERJ, professor da citada matéria, especialista em Hume, Deleuze, Nietzsche (eu sempre empaco escrevendo isso), Sócrates e o diabo a quatro, também é sambista (um baita de um sambista da melhor lavra!). E, claro, é quase um amigo de infância, quase um irmão (!). Estudamos juntos na UERJ lá pelos idos dos anos dois mil e qualquer coisa. Eu fugi do hospício pois já estava matriculada em outro (a UFRJ) - ele continuou lá e hoje está ingressando no doutorado. Um orgulho para mãe e certamente para o pai - já falecido. Nunca me esqueço de ter levantado bandeirinhas e saltitado na quadra da Viradouro para torcer pro samba do Fefi que, dada à contumaz marmelada, não ganhou. Depois Fefi viria a implacar vários sambas em diversas escolas: da Acadêmicos do Rio do Ouro a Unidos da Região Oceânica. Legal. Impossível, entretanto, é conversar com o Fefi por meia hora sem que ele comece a atazanar a paciência alheia com seu repertório criativo e interminável, eu diria, de "putaria" de toda ordem. É preciso ser muito tolerante. Freud diria que ele pulou a fase oral. Eu diria que ele não consegue sair da Grécia e de seus bacanais. Na época da faculdade poderia até ter rolado um "caso" entre eu e Fefi (embora ele fosse batante tímido), mas hoje é impossível devido ao seu vocabulário de baixíssimo nível, que foi se escrachando e lapidando derivadas ao longo dos anos, digno de um cafetão da Vila Mimosa (Putz, não rola...). Enfim, o Fefi é tarado - normal. Sempre quando venho ao Rio dou uma ligadinha pra ele, pois, por incrível que pareça, Fefi também saca muito de filosofia e sempre me ajuda a coletar bibliografia adequada a minha dissertação sobre o Tolsta. Ontem, conversando com o Fefi, eis que ouço uma pérola daquelas:

Abre aspas -

Eu: Mas... Fê, você já participou de alguma orgia?

Fefi: Não. Não participei. Esse é meu trauma.

Fecha aspas.

Ah, Fefi e seu sexo verbal... Vou presenteá-lo com a Playboy da Fernanda Young.


Fefi na sala de aula (o que ele leva muito a sério!) matutando após ter escrito na lousa qualquer coisa sem cabimento. Um sábio. Amo você, Fefi!!! Figura-mor.

Skylab hits via psicotropicodelia


O super Harlem coordena um super netlabel - já falei dele aqui. Vamos às novidades Ctrl C - Ctrl V do fotolog dele:

Rogério Skylab em SKYGIRLS

O álbum está sendo lançado pelo selo virtual Psicotropicodelia Music em dois formatos: download livre/ copyleft [gratuito] e cd [duplo e com tiragem limitada].Todo o conceito gráfico do álbum e do hotsite são do designer Flávio Lazarino, cuja arte já se encontra consolidada em diversos dos nossos lançamentos anteriores. A masterização ficou a cargo do produtor paulista Flanicx.A artilharia criativa e importância cultural/ musical do Rogério & Cia foram os principais fatores que levaram ao lançamento deste trabalho pelo selo.Nós aqui, da diretoria esquizza, precisávamos de um item desse peso para estender mais ainda as propostas; em especial abraçar abertamente um lado rock/ska/dub alternativo e psicodélico; que também vive em nossos cérebros/ almas/ corações/playlists :].

PlayList

1-A TELA
2-ABACAXI
3-DEIXA FICAR
4-EU ME CONTRADISSE OU NÃO ME CONTRADISSE?
5-EU PENSO NELA SEMPRE
6-O SOL
7-VOCÊ VIU CAT POWER?
8-ILHA DE LESBOS
9-LA MER
10-SKYGIRLS
11-NA CASA DE MAMÃE
12-A FESTA NO MEU AP
13-OH MELODY
14-O QUE EU QUERO
15-MARIA BETHÂNIA
16-TUDO É TÃO BOM, TUDO É TÃO MAU
17-VAZIO BOMFULL


DOWNLOAD/ STREAMING:Duração Total (TOTAL TIME): 1 h 31 min 01 seg
Arte Gráfica Por (Artwork By) :Flávio Lazarino:
http://www.flaviolazarino.com/
Foto Por (Photo By): Solange Venturi
Masterizado Por (Mastered By):Flanicx:
flanicx@yahoo.com.br
http://www.psicotropicodelia.com/skygirls

sábado, 15 de agosto de 2009

A bailarina de vermelho para presidenta do Brasil

Resenha que escrevi aqui

Matéria na Revista Bravo! aqui

(Sou super fã!!!)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mui bela Barbarela em noite só dela no Studio SP: Niver + show + discotecagem



Imperdível people!
Clique no flyer para mais informações.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ribas sai em defesa do Gentili em artigo avassalador!

Daniel Ribas, o cara mais chato e culto do mundo, popular Mr. Google, depois de ter participado de uma coletânea de contos publicando um roteiro, reinaugura seu blog em grande estilo: imita a cor do meu BG (tudo bem...) e opina sobre a recente celeuma multimidiatica que envolveu um jornalista, o King Kong e o Twitter. O Ribas saiu em defesa do Gentili e fez um golaço!!!

Leia
aqui:

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Anastassia Bytsenko, correspondente especial deste blog na Rússia, dá sinal de vida e nos envia imagens do parque Peterhoff, em São Petersburgo...

Nastia de boa passando o verão em Peter...




Lembramos que o parque está situado no Palácio de Cat I, que foi casada, veja você, com o maluco do Pedro, o Grande, que, como todo russo (!), sofria de ataques epiléticos (O que?). Cabe salientar que apesar de ter erguido a cidade Pedro não fez nenhuma homenagem megalomaníaca a si mesmo ao batizá-la, como muitos acreditam, mas reverenciou o célebre santo: São Pedro, um dos 12 apóstolos de Cristo. É válido dizer ainda que não foi a Cat I que mandou construir O Cavaleiro de Bronze, estátua emblemática da cidade (que graças a бог não foi derrubada e substituída por uma de Lenin), mas Cat II, a Grande (e gorduchinha). O Cavaleiro de Bronze inspirou a notória verve poética de Puchkin em poema homônimo (Que novidade!...). Viva Puchkin!... Viva, viva!
(Nastia acabou de me proibir de postar qualquer foto em que ela apareça... Tudo bem, bando de curiosos :-)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

"Preliminaires"

Bem legal o último post do blog do Yossef, o Hit me. Parece que o Iggy, assim como a galera do Les Provocateurs aqui de Sampa, entrou numa onda francesa! C'est fantastique!..

Para ler, clique aqui.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Meia-noite é a hora da Bárbara sexta no Berlin

É só clicar no flyer!


PS: Preciso de carona. Acho que vou estar na Vila Madá. :-)

domingo, 3 de maio de 2009

Minha virada antes da virada: fogo, pop francês, Augusta e cítara!

Como do dia 1 pro dia 2 eu virei – e virei водка, e virei louca³, virei la nuit e virei até os olhos – não consegui ver quase nada na tal da virada cultural, e muito menos, claro, “virá-la”.
Contudo, foi na bala(vira)da da noite anterior que a “maior cidade do multiculturalismo mundial” se descortinou para mim em todo seu esplendor. Sem sombra de dúvidas, os franceses foram de fato os grandes protagonistas da virada cultural, já que o pouco que pude ver na sexta foi sublime: a Cie Carabosse e sua sensacional instalação de fogo que tomava conta de todo Parque da Luz com esculturas de chama enquanto, ao fundo, músicos davam o tom narcotizante. Perfeito. A Andrea ficou apaixonada pelo Pyro-Psycho-Delic-Guitar-Fire-Man. Foi duro tirá-la de lá. Depois, dando continuidade ao clima francês que imperava, partimos para ver o Les Provocateurs (Edgard Sacandurra, Andrea Merkel, Juliana R., Bárbara Eugênia e Alex Antunes) no Berlin detonando pérolas da música francesa em versões sensacionais. Muito fofo. Estou esperando o “gauchinho” ou o "gauchão" me enviar as fotos para eu postar aqui. Mas a noite não acabou por aí! Não. Depois de passar naquele tal de Love Story - uma espécie de "Via Show" paulistano - só para usar o toilet (ser mulher às vezes é foda!), fomos para a Augusta. Aí fudeu. A concentração de lunáticos chega a níveis bem altos por metro quadrado. O que eu posso dizer é que entramos num porãozinho infernal onde eu pude bater cabeça ao som de Killing in The Name do Rage Against The Machine (quanto tempo eu não ouvia isso: mucho bom!!!) e, para terminar, um pardieiro perdidaço chamado Bar da Galega. Lindo. Lembro-me de ter ficado cantando “Raul” com dois figuras que iam pro Largo do Arouche na sequência. Nossa, a noite de Sampa, em sua diversidade eclética e quase utópica, é realmente imbatível, surpreendente e perigosa se você for do tipo kamikaze. O que não é o meu caso, obviamente. Eu nem bebo.

Pra não dizer que eu não vi nada da virada propriamente dita, fui ver o maluco do Marsicano tocar cítara e falar as abobrinhas de sempre meia-noite na Casa das Rosas. Entre peças clássicas indianas, ele mandou Black Sabbath, Raul, Beatles, The Doors, Led Zeppelin e Vinicius. Só faltou Coltrane. Do físico ao metafísico, que belo instrumento...



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ilhada em Esse Pê (!).
Camila vai para Búzios.

Falei com ela agora.
Thomas "Zé" Morkos não atende.
Está na Hora - sei disso.
Nothing to declare.
Vou ouvir aquela música "Money" do Pink Floyd, especialmente aquela parte que diz "get back", e me recolher à caverna, como já dizia o anjo-mor. Só. Ou, quem sabe, amanhã, pray a little bit, rest. Todas as sextas-feiras me lembram o carnaval. Todas as sextas-feiras me lembram a jaca fofa (e gélida) na qual atolei o pé dia desses. Todas as sextas-feiras me lembram que meu batom de creme de coca, aliás, que comprei em Haia, está acabando, e que, por pouco ou por quase nada, não fui parar no fundo oceânico do poço. Estava com Pedro e, portanto, sem medo. "Deus me livre de ter medo agora, depois que eu já me joguei no mundo!". Todas as sextas-feiras me lembram você. Quantos? Sinto-me ilhada em Esse Pê e, nesse rastro, só me restam capítulos de uma intimidade não tida, não cultivada, forjada às pressas e em desespero no banheiro. Um "bom dia". Um apê. Um barulho de água que sai do chuveiro. Gestos que mais parecem deslocamentos de terra como em 2001 - o filme do Kubrick. Gostei dele e ainda mais do outro lado da cidade: tranquilo, silencioso, sereno, carioca. Lá onde o Ali e a Kátia moram. Mais humano, talvez. Uma vez... machuquei-me. Machuquei-me no dedo de dentro. No dedo da mão na porta do carro - no coração. Vai saber? Nada disso é para ser lido ou escrito. Então, é como se só existisse a encenação. Existe??? Não importa. O que importa, de fato, é que posso acabar causando miopia no Dani Ribas.

São Paulo Sonoro - Super Blog da Dani!!!

A Dani é uma super "mina" (da minha tchurminha na USP!) que já foi a quase 50 showzinhos em SP (e redondezas) só esse ano. Nem precisa dizer que ela se amarra muuuuuito e seleciona bem, né? Como se não bastasse, ela sempre leva sua câmera a reboque para registrar os músicos em ação no palco. Você pode conferir essas fotos, bem como a descrição e comentários da moça sobre os shows a que assiste, no blog São Paulo Sonoro.


(Beatles on the rooftop: cena emblemática de todos os shows de todas as eras)

E para quem, como eu, tem preguiça de ficar folheando esses guias chatos e mal-feitos em busca de boas (e acessíveis) opções, o blog também conta com uma agenda organizada pela Dani - que, óbvio, prima por uma "suposta" qualidade. Para aqueles que gostam e estão antenados à nova (ou à velha) MPB e seus desdobramentos híbridos, fica a dica.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

- - - - - - - - - - - - - Virus Planetário

Um louco (no caso, o Thomas) sempre te apresenta outro louco (no caso, o Bruno "judeu" Ruivo), que é super engajado em um projeto ainda mais louco (no caso, a Revista Virus Planetário) que merece toda a nossa atenção. Como já dizia o Nei Lisboa, o mundo é dos loucos!!!

Confira:

http://virusplanetario.wordpress.com/

Iniciativa sensacional da galera antenada da PUC-RJ!

quinta-feira, 26 de março de 2009

O roteirista

Conheça a figura aqui.

PS: quando não tiver o que postar, coloque seus amigos na roda! Eles sempre dão pauta!

PS 2: Na verdade (e isso não tem absolutamente nada a ver com esse post), você só está cagando e andando para alguém se você está cagando e andando para o fato de alguém (ou todo mundo, vai saber!) estar cagando e andando para você. Esse estado de espírito inebriante leva tempo... mas rola. É preciso, talvez, humildade - ou uma certa dose de simancol.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Laís à venda!!!
Único exemplar!!! Quem chegar primeiro ou der o maior lance, leva!!!

(ou tentando perturbar o trânsito palco-platéia)

Paty "quase punk" paulistana, hiperbólica, sexy e completamente louca, com direito a piercing no mamilo e o escambal, está à venda (para mimeses) neste blog!!!

Nome: Laís

Nome artístico: Juliana (!)
k
Segundo a Lili, amiga da figura, "a mulherada tá pagando o silicone!" (é... Você já parou pra pensar nisso?). Para o Robson, que nem chegou a se sentar na mesa, aliás, "A Laís é um talento!".

Quem diria! Eis um sinal dos tempos que entreabrem-se à "seringueira": a mulher pós-moderna, independente e bêbada, já pode pagar o silicone, a manutenção da coisa e, de quebra, firmar a marquinha - o que é tão importante quanto.

Quotes (porque quando uma mulher tem algo a dizer, ela merece um post só para ela):

"Você tá injuriada, meu? Faz um furo! Quando eu tô injuriada eu faço um furo! Adooooooro furos!"
"Se você quiser tirar, vem! Demorô! Vc acha que é pá?"
"Cadê, meu, pra bater na mesa? Cadê?"
"Já que se deslocou da sua goma até o estabelecimento, vai cabular pra quê?"
"Ônibus agora não dá, senão a gente ia de busão!"
"Deixa eu pular, caralho, tô feliz!"
"Sua maconhista*!"
kkkkk
PS: De qualquer forma, isso é teatro épico e de nada vale o texto sem a encenação. Por isso, caso se interesse, favor entrar em contato ou aparecer no Ranchinho - a moça bate ponto por lá.
k
PS-2: Lá, me envia uma foto! Aquela do celular não chegou, querida!
k

PS-3: A Laís é um mega exemplo daquilo que nossa sociedade oferece como modelo, formando um exército de plágios e cópias da barbie, e uma menina entra tantas (muito inteligente, por sinal!) transforma em autenticidade pura!...

* maconheiro marxista

quinta-feira, 19 de março de 2009

Preciso urgentemente de um step d'alma. Até onde vai esse círculo vicioso que alimentamos sem nem saber como? E sem nem saber como, portanto, como afinal dar um basta??? Algo me diz que já estamos todos fartos de todo esse estrume que, em plena luz do dia, miraculosa e cálida, mistura-se impunemente àquilo que mais amamos. Ingênua, ao que parece, desespero-me com o que não causa dor a quase ninguém - já que impotência é a palavra que paira sob a planta dos pés de quem flutua e, assim, acredita que foge mediante ao "não se pode fazer nada". Um pouco distante daqui, Thomas Morkos, uma das pessoas mais fascinantes e lindas que conheço, carioca da gema e rockstar, me fez lembrar (esse menino sempre me salva). Sim, me fez lembrar que se pode fazer tudo - mas que, para isso, é preciso "sair de si mesmo", confiar. Talvez eu também tenha estado um pouco longe da realidade sob o efeito alucinógeno desse efêmero momento que vai se perpetuar na cola dos meus desvarios. Uma dose de pé-no-chão em face do descalabro por vezes é a saída: olhar adiante, com olhos de lince, mas não como quem flutua. E, sem dúvida, partir para ação - que não é imediata, porém. É preciso esperar longos anos na fila, ceder o lugar para os mais necessitados, cultivar a paciência e a humildade. Plantar e colher: semear, senerar, ser humano. Saudades de outro menino lindo: o diabético.

domingo, 8 de março de 2009

Notas paulistanas

Ontem eu conheci o Rico Mansur paquistanês (!). É sério. Ele tem muitos projetos aqui pela Latin America.
Só. Só conheci. No mais, acho que o mundo é uma grande horda de bêbados - enfim, essa gente que parou na fase oral (Freud explica, mas não resolve). Menos um - again.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Psicotropicodelia em:
o excitante pleonasmo "Música Livre"!

Meu querido amigo Harlem Pinheiro continua (incansável!) lááááá de Campos dos Goitacazes (RJ), sem grana nem para a cervejinha - e o pior, sem PC! -, pilotando a sua ensandecida nave musical: a Psicotropicodelia. Difícil de falar, mas muito fácil de ouvir. Dentre os lançamentos mais recentes do super netlabel de música eletrônica e afins, coordenado com uma baita vontade de divulgar o som underground de qualidade nesse país-dormitório, estão o mineiro Retrigger, o paulistano Bruno Belluomini (foto acima), a ótima dupla de hip hop carioca Fluxo, o malucão ZandoS - com seu Organismus Palhaçus -, e o francês Fenshu. Sim, muitos gringos perambulam por essa sonora balbúrdia sem fronteiras. Além da arte gráfica linda e original que acompanha os lançamentos, o selo também organiza eventos os mais diversificados que procuram reunir as incontáveis manifestações de uma mesma arte: a contemporânea. Vale muito à pena conferir. Além disso, se gostar, baixe tudo - no problem. Música livre!
kkkkkk
Uma amostra da capa dos álbuns:
Manormouse, Fluxo, Fenshu e ZandoS.

http://psicotropicodelia.blogspot.com/

http://www.myspace.com/psicotropicodelia

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Da série: "Quotes"

"A realidade é o que existe" - Miguel Masella, sublime, em algum dia de 2008.

"Eu sou o rock'n'roll!" - Thomas Morkos, sempre. E o pior é que ele é mesmo. :-)

"Intelectual de cú é rola!" - Daniel Esteves, em algum dia de 2009.

"Em 2009, tudo o que conhecemos mudará" - Daniel Ribas, em janeiro de 2009.

"Ah um gole!" - Felipe Filósofo, sempre. Sensacionallll.

"É preciso encontrar beleza na rotina" - Erico Cornetta, em algum dia de 2008.

"Eu adoro as luzes de neon!.." - Ricardo Cardoso, em algum dia no confessionário.

"Por isso eu tenho sempre minha cota privada de ácido sulfurico: para jogar em vacas como ela!" - Alex, qualquer dia desses, na balada.

"Life is short!" - Alexandre "Yuppie" Gomorra, em 2009 no restaurante da Reserva Cultural bebericando uma taça de vinho.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Ontem eu saí com os "meninos"... Hummm.
(Exagerei na birita, mas amei. RC, confete e serpentina. Lindo.)

E como já diria o sábio Thomas (a.k.a "chuchu"), a seu modo rockstar e mais pra lá do que pra cá, "as meninas fazem força para não se odiarem". Forte isso. Mas é. Cabe uma reflexão sonada: historicamente falando, culpa deles, na verdade, que nos deslocaram há milênios para uma posição esdrúxula da qual jamais saímos - e culpa nossa também, que nos submetemos ao longo dos tempos a esse joguinho, com variações sutis e, sem querer generalizar, isento de cumplicidade. Esta é a palavra: cumplicidade. Mas vamos nos libertar desse jugo. Nunca houve revolução feminina - e pensar que pode ter havido é ridículo. Estamos em processo, e, na real, a coisa ainda anda a passos lentos, lerdos, morosos, embora visíveis. "As águas vão rolar. Garrafa cheia eu não quero ver sobrar. Eu passo mão na saca saca saca rolha. E bebo até me afogar. Deixa as águas rolar..." Vou dormir. No mais: homem, mulher, tanto faz: somos todos seres humanos. E a cumplicidade deve existir nesse âmbito: o humano.
99999
O que importa não é o que a gente fala, e sim o que a gente faz. O que a gente fala, na grande maioria das vezes e do tempo, é absolutamente desimportante. Salvo raras exceções, as pessoas deveriam ser mudas. As pessoas deveriam "ser" menos e "fazer" mais, bem +. E "falar" através do "fazer". No entanto, como somos todos reféns da imperfeição e do desassossego, por ora, tá "sussa".