Mostrando postagens com marcador Qualquer coisa de foda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Qualquer coisa de foda. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de novembro de 2009

"Triste partida" do Patativa

Meu Deus, meu Deus. . .
Setembro passou
Outubro e
Novembro
Já tamo em Dezembro
Meu Deus, que é de nós,
Meu Deus, meu Deus
Assim fala o pobre
Do seco Nordeste
Com medo da peste
Da fome feroz
Ai, ai, ai, ai
A treze do mês
Ele fez experiência
Perdeu sua crença
Nas pedras de sal,
Meu Deus, meu Deus
Mas noutra esperança
Com gosto se agarra
Pensando na barra
Do alegre Natal
Ai, ai, ai, ai
Rompeu-se o Natal
Porém barra não veio
O sol bem vermeio
Nasceu muito além
Meu Deus, meu Deus
Na copa da mata
Buzina a cigarra
Ninguém vê a barra
Pois a barra não tem
Ai, ai, ai, ai
Sem chuva na terra
Descamba
Janeiro,
Depois fevereiro
E o mesmo verão
Meu Deus, meu Deus
Entonce o nortista
Pensando consigo
Diz: "isso é castigo não chove mais não"
Ai, ai, ai, ai
Apela pra
Março
Que é o mês preferido
Do santo querido
Senhor São José
Meu Deus, meu Deus
Mas nada de chuva
Tá tudo sem jeito
Lhe foge do peito
O resto da fé
Ai, ai, ai, ai
Agora pensando
Ele segue outra tria
Chamando a famia
Começa a dizer
Meu Deus, meu Deus
Eu vendo meu burro
Meu jegue e o cavalo
Nós vamos a São Paulo
Viver ou morrer
Ai, ai, ai, ai
Nós vamos a São Paulo
Que a coisa tá feia
Por terras alheia
Nós vamos vagar
Meu Deus, meu Deus
Se o nosso destino
Não for tão mesquinho
Cá e pro mesmo cantinho
Nós torna a voltar
Ai, ai, ai, ai
E vende seu burro
Jumento e o cavalo
Inté mesmo o galo
Venderam também
Meu Deus, meu Deus
Pois logo aparece
Feliz fazendeiro
Por pouco dinheiro
Lhe compra o que tem
Ai, ai, ai, ai
Em um caminhão
Ele joga a famia
Chegou o triste dia
Já vai viajar
Meu Deus, meu Deus
A seca terrível
Que tudo devora
Lhe bota pra fora
Da terra natá
Ai, ai, ai, ai
O carro já corre
No topo da serra
Oiando pra terra
Seu berço, seu lar
Meu Deus, meu Deus
Aquele nortista
Partido de pena
De longe acena
Adeus meu lugar
Ai, ai, ai, ai
No dia seguinte
Já tudo enfadado
E o carro embalado
Veloz a correr
Meu Deus, meu Deus
Tão triste, coitado
Falando saudoso
Seu filho choroso
Exclama a dizer
Ai, ai, ai, ai
De pena e saudade
Papai sei que morro
Meu pobre cachorro
Quem dá de comer?
Meu Deus, meu Deus
Já outro pergunta
Mãezinha, e meu gato?
Com fome, sem trato
Mimi vai morrer Ai, ai, ai, ai
E a linda pequena
Tremendo de medo
"Mamãe, meus brinquedo
Meu pé de fulô?"
Meu Deus, meu Deus
Meu pé de roseira
Coitado, ele seca
E minha boneca
Também lá ficou
Ai, ai, ai, ai
E assim vão deixando
Com choro e gemido
Do berço querido
Céu lindo azul
Meu Deus, meu Deus
O pai, pesaroso
Nos filho pensando
E o carro rodando
Na estrada do Sul
Ai, ai, ai, ai
Chegaram em São Paulo
Sem cobre quebrado
E o pobre acanhado
Procura um patrão
Meu Deus, meu Deus
Só vê cara estranha
De estranha gente
Tudo é diferente
Do caro torrão
Ai, ai, ai, ai
Trabaia dois ano,
Três ano e mais ano
E sempre nos prano
De um dia vortar
Meu Deus, meu Deus
Mas nunca ele pode
Só vive devendo
E assim vai sofrendo
É sofrer sem parar
Ai, ai, ai, ai
Se arguma notícia
Das banda do norte
Tem ele por sorte
O gosto de ouvir
Meu Deus, meu Deus
Lhe bate no peito
Saudade lhe molho
E as água nos óio
Começa a cair
Ai, ai, ai, ai
Do mundo afastado
Ali vive preso
Sofrendo desprezo
Devendo ao patrão
Meu Deus, meu Deus
O tempo rolando
Vai dia e vem dia
E aquela famia
Não vorta mais não
Ai, ai, ai, ai
Distante da terra
Tão seca mas boa
Exposto à garoa
À lama e o paú
Meu Deus, meu Deus
Faz pena o nortista
Tão forte, tão bravo
Viver como escravo
No Norte e no Sul
Ai, ai, ai, ai

3 "Perolazinhas" encantadas do Junio Barreto (QQ coisa de sublime)

Colarzinho de pedra azul


Bonita de Pedra e Céu

A quem glória possa ser

PS: Se o player não funcionar, clique no link "divShare" para fazer o download da música.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Blok no Blog no Blok no Blog no Blok no Blog

(...)
O vento açoita, voraz.
O frio corta, feroz.
(...)
O vento vaga, a neve dança.
A coluna dos doze avança.
(...)
- Továrich, te entrega logo!
É inútil. Não há saída.
- Melhor ser pego com vida,
Te entrega ou eu te passo fogo!
Trac-tac-tac! - Só o eco
Responde de beco em beco.
Só o vento, com voz rouca,
Gargalha na neve louca...
Trac-tac-tac!
Trac-tac-tac...
... Eles se vão num passo onipotente...
Atrás - o cão esfomeado.
À frente - pendão sangrento,
Às avalanches insensível,
Às balas duras invisível,
Em meio às ondas furiosas
Da neve, coroado de rosa
Brancas, irrompe o imprevisto -
À frente - Jesus Cristo.
Trechos de Os Doze, poema do simbolista russo A. Blok de 1918. Tradução: Augusto de Campos

sábado, 19 de setembro de 2009

Gian Lorenzo Bernini (1598-1680)











Da série: A memória que chuta o cerebelo

"Ia em meio o ano de 1924 quando, tendo resistido na cidade de São Paulo, entre 5 e 27 de julho, ao assédio das forças do governo, os remanescentes militares da segunda rebelião tenentista deslocaram-se para o sul, para agrupar-se na praça de Catanduva. O ano se aproximava do fim quando, em outubro, irrompia novo movimento tenentista, na região missioneira. Cercados por forças governamentais muito superiores, conseguiram os revoltosos, ao comando do Capitão Luís Carlos Prestes, romper, em audaciosa manobra, o referido cerco, deslocando-se para o norte. Essas duas colunas, a que se originara em São Paulo e a que se originara nas Missões, encontraram-se no sudoeste do Paraná. No acantonamento de Santa Helena, a 14 de abril de 1925, era baixado o Boletim nº 1 do Comando da 1ª divisão revolucionária, constituída pelo agrupamento daquelas duas colunas. Esse agrupamento ficaria conhecido, dentro de algum tempo, como Coluna Prestes (...)".
Nelson Werneck Sodré em A Coluna Prestes


domingo, 23 de agosto de 2009

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O evangelho segundo Bulgakov

Segue trechinho do segundo capítulo de O Mestre e Margarida, obra prima do Bulgakov escrita no início do século XX, disponível integralmente em inglês na internet. Há uma versão em português lançada pela Ars Poetica em 1992 (Valeu Zazie!) que, infelizmente, deixa muito a desejar ao original do autor russo. Esperamos que a obra seja revisitada por tradutores e revisores brasileiros que possam fazer por merecer o trabalho desse brilhante escritor.

'(...) No, no, Hegemon,' the arrested man said, straining all over in his wish to convince, 'there's one with a goatskin parchment who follows me, follows me and keeps writing all the time. But once I peeked into this parchment and was horrified. I said decidedly nothing of what's written there. I implored him: "Burn your parchment, I beg you!" But he tore it out of my hands and ran away.'
'Who is that?' Pilate asked squeamishly and touched his temple with his hand.
'Matthew Levi', the prisoner explained willingly.
'He used to be a tax collector, and I first met him on the road in Bethphage, where a fig grove juts out at an angle, and I got to talking with him. He treated me hostilely at first and even insulted me - that is, thought he insulted me -by calling me a dog.' Here the prisoner smiled. 'I personally see nothing bad about this animal, that I should be offended by this word...'
The secretary stopped writing and stealthily cast a surprised glance, not at the arrested man, but at the procurator.
'... However, after listening to me, he began to soften,' Yeshua went on, 'finally threw the money down in the road and said he would go journeying with me...'
Pilate grinned with one cheek, baring yellow teeth, and said, turning his whole body towards the secretary:
'Oh, city of Yershalaim! What does one not hear in it! A tax collector, do you hear, threw money down in the road!'
Not knowing how to reply to that, the secretary found it necessary to repeat Pilate's smile.
'He said that henceforth money had become hateful to him,' Yeshua explained Matthew Levi's strange action and added: 'And since then he has been my companion. (...)'


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

A bailarina de vermelho para presidenta do Brasil

Resenha que escrevi aqui

Matéria na Revista Bravo! aqui

(Sou super fã!!!)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Em Lilia 4-ever, Lukas Moodysson atenta para a urgente necessidade de amor ao próximo***

Logo nas primeiras cenas você pode pensar que Lilia 4-ever se trata apenas de mais uma versão (dessa vez russo-sueca) de filmes sobre adolescentes desajustados que se consomem nas drogas e na marginalidade. Mas não se engane. Não é nada disso. Lukas Moodysson quer muito mais do que mostrar uma geração perdida entre a falência do comunismo soviético, a periferia de uma cidade grande e a inevitabilidade de um capitalismo selvagem, cujo desdobramento é o valor ecônomico imputado a tudo que nos cerca, sendo, nesse rastro, a América o último refúgio propagandista da tal bonança - ou o "paraíso" na terra. O que o diretor sueco almeja é, sem dúvida, a eternidade inscrita no título - ao revelar de que modo, dentro desse processo da pós-hiper-supra-modernidade, o homem ocultou por completo qualquer menção verdadeiramente humana que tamborile dentro de si. E - sem apontar culpados pelo que quer que seja -, é um homem horroroso, perverso e estranhamente comum com o qual nos defrontamos em cena. Uma velha tia. Uma mãe sonhadora. Um jovem cafetão. Uma operadora de caixa de mercado. Um sujeito que, ao passar com fones de ouvido no último volume, se recusa a ouvir o som do descalabro. Você e eu. A humanidade é, assim, através de inúmeros personagens, posta pelo avesso em nome de um "aceitável" egoísmo intensificado pelos cacoetes de uma metrópole fria e cinzenta. É, portanto, a face mais horripilante do homem, este que está a seu lado, este com o qual você toma um chá, este para o qual você dá "bom dia", que Moodysson traz à baila. E, de quebra, denuncia como o poder de cada gesto nosso (sim, nosso), seja irrefletido ou muito bem pensado, pode estar fomentando uma rede de desamor que começa em um olhar de indiferença ou hostilidade e termina no assassinato (ou suicídio) brutal de uma criança.

Para ver, rever e agir. E nem precisamos ir tão longe.


***in micro-resenhas de filmes que não passam.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O bandoneon, parente da sanfona, segundo o mestre

Depois, a óbvia e inesquecível pupila sonora do tango: Barbieri, Brando e Bertolucci... Só Bês. Quem não ama esse filme? E, cada "B" a seu modo, é a ele totalmente imprescindível.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Showzinhos hoje pelo mundo - João Gentil e Bárbara Eugênia

Enquanto a Bárbara vai botar a galera pra dançar hoje no Studio SP (assista ao vivo em http://www.shownaweb.com/), na célebre Rua Augusta, que tão bem sintetiza a paulicéia e seus hábitos, do outro lado do atlântico, o português João Gentil (acabei de saber pelo FB) promete dedilhar clássicos do tango de posse de um acordeon e arranjos mega originais. Delícia. Amei. Apesar de ainda conhecer pouco, já me considero uma fã incorrigível de tango. E, como se não bastasse, o cara ainda toca sanfona! Melhor, impossível!

Bom, se estiver por aqui já sabe. Mas... se estiver em solos lusitanos:

Data: terça, 4 de agosto de 2009
Hora: 22:00 - 23:00
Local: Cafe Santa Cruz - COIMBRA

Saiba mais sobre ele: http://www.joaogentil.com/

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Dona Helena

Déruchette - in Os trabalhadores do mar (Victor Hugo)

"(...) Pássaro com forma de moça, que há aí de mais delicado? Imagina que a tens em casa. Supõe que é Déruchette. Deliciosa criatura! Dá vontade de dizer: "Bom dia, mademoiselle alvéola". Não se lhe vêem as asas, mas ouve-se-lhe o gorjeio. Canta às vezes. Na tagarelice, está abaixo do homem; no canto, está acima dele. Tem mistérios aquele canto; uma virgem é o invólucro de um anjo. Feita a mulher, desaparece o anjo; volta, porém, depois trazendo uma alma de criança à mãe. Esperando a vida, aquela que há de ser mãe algum dia conserva-se muito tempo criança, a menina persiste na moça; é uma calhandra. Pensa-se, ao vê-la: que boa que ela é em não bater as asas para ir-se embora!

A meiga e familiar criatura acomoda-se em casa, de ramo em ramo, isto é, de quarto em quarto, entra, sai, acerca-se, afasta-se, alisa as penas, ou penteia os cabelos, faz toda espécie de rumores delicados, murmura um não sei quê de inefável aos teus ouvidos. Quando ela interroga, responde-se-lhe; interrogada, gorjeia. Tagarela-se com ela. A tagarelice serve para descansar de falar. Há uma porção celeste nessa menina. É um pensamento azul misturado ao seu pensamento negro. Alegras-te por vê-la tão esquiva, tão ligeira, tão fugitiva; agradeces-lhe a bondade de não ser invisível, ela, que poderia, creio eu, ser impalpável.

Neste mundo o lindo é o necessário. Há mui poucas funções tão importantes como esta de ser encantadora. Que desespero na floresta se não houvesse o colibri! Exalar alegrias, irradiar venturas, possuir no meio das coisas sombrias uma transudação de luz, ser o dourado do destino, a harmonia, a gentileza, a graça, é favorecer-te. À beleza basta ser bela para fazer bem. Há criatura que tem consigo a magia de fascinar tudo quanto a rodeia; às vezes nem ela mesmo o sabe, e é quando o prestígio é mais poderoso; a sua presença ilumina, o seu contato aquece; se ela passa, ficas contente; se pára, és feliz; contemplá-la é viver; é a aurora com figura humana; não faz nada, nada que não seja estar presente, e é quanto basta para edenizar o lar doméstico, de todos os poros sai-lhe um paraíso; é um êxtase que ela distribui aos outros, sem mais trabalho que o de respirar ao pé deles. Tem um sorriso que - ninguém sabe a razão - diminui o peso da cadeia enorme arrastada em comum por todos os viventes, que queres que te diga? é divino. Déruchette tinha esse sorriso. Mais ainda, era o próprio sorriso. Há alguma coisa mais parecida que o nosso rosto, é a nossa fisionomia; e outra mais parecida que a nossa fisionomia, é o nosso sorriso. Déruchette, risonha, era Déruchette. (...)"

in Os trabalhadores do mar de Victor Hugo
(Tradução: Machado de Assis)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Nostálgica diz: - Li hoje no jornal que o Trent Reznor saiu do Twitter...

- O que é Twitter?...

- Ah... é um troço tipo o facebook... não sei... esqueci minha senha e não entro mais... Mas é uma espécie de rede social junkie onde as pessoas quando não dizem amenidades, dizem banalidades. E acho que o Trent ficou fulo com isso...

- Nossa... O Trent tinha Twitter?

- Tinha...

- Quelle merde...

- Oui... Lembro-me daquela época em que ele teria um harem se quisesse...

- Ptz... a mulherada dava fácil... O cara era o cara... Vermebile em forma de músico. Mas... Twitter?...

- Esquenta não... Você nem sabe o que é Twitter... Vamos ouvir aquela coisa de "I wanna fuck you like an animal..."...

- Sinistro...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Anastassia Bytsenko, correspondente especial deste blog na Rússia, dá sinal de vida e nos envia imagens do parque Peterhoff, em São Petersburgo...

Nastia de boa passando o verão em Peter...




Lembramos que o parque está situado no Palácio de Cat I, que foi casada, veja você, com o maluco do Pedro, o Grande, que, como todo russo (!), sofria de ataques epiléticos (O que?). Cabe salientar que apesar de ter erguido a cidade Pedro não fez nenhuma homenagem megalomaníaca a si mesmo ao batizá-la, como muitos acreditam, mas reverenciou o célebre santo: São Pedro, um dos 12 apóstolos de Cristo. É válido dizer ainda que não foi a Cat I que mandou construir O Cavaleiro de Bronze, estátua emblemática da cidade (que graças a бог não foi derrubada e substituída por uma de Lenin), mas Cat II, a Grande (e gorduchinha). O Cavaleiro de Bronze inspirou a notória verve poética de Puchkin em poema homônimo (Que novidade!...). Viva Puchkin!... Viva, viva!
(Nastia acabou de me proibir de postar qualquer foto em que ela apareça... Tudo bem, bando de curiosos :-)
Nostálgica diz: - Carajo, essa banda era muito flórida!
- Pois é... Kd?
- Je ne c'est pas...
- Não existe mais?...
- Não sei! Aaaaahhhhh! Muito bom esse clipe...



- Aterrorizante...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cia Tàbola Rassa

A Tàbola Rassa é uma cia catalã de teatro de bonecos genial responsável por uma das melhores lembranças teatrais que tenho: assistir à brilhante adaptação de El Avaro, do Moliére, no Teatro do Jockey aqui em terras cariocas. Torneiras, canos e congêneres piraram no palco. Hilário, sensacional. Só lembrei :-).

Para quem vai dar uma viajada, vale à pena conferir o calendário do site: http://www.tabolarassa.com/

sábado, 11 de julho de 2009

Pasajero


Sobre o documentário
Fonte: http://www.pasajero.info/
"Pasajero: un viaje por el tiempo y la memoria, documental de una hora de duración, es una auténtica y revitalizadora historia que sigue a un grupo de músicos urbanos mexico-americanos a México, donde buscan un significado más profundo de sus tradiciones. Ellos acompañan a su maestro, un viejo violinista, a su regreso a su pueblo en Jalisco. El grupo realiza una gira musical, presentando un estilo de mariachi pre-comercial que ha sido olvidado hace mucho tiempo, a través de México y el Valle Central de California donde encuentran a personajes fascinantes que representan el espíritu del viejo México. Pasajero es un recordatorio, desde el corazón, del papel vital que juega la música en la definición de nuestras identidades.Pasajero: un viaje por el tiempo y la memoria, es el primer documental de una serie de cuatro, del proyecto "Culturas de México en California", patrocinado por The James Irvine Foundation. Pasajero tambien ha recibido apoyo de Cultural Contact, the Walter & Elise Haas Fund, the California Arts Council and the Lef Foundation."

Belo trecho!...


Com direção de Ricardo Braojos e e Eugene Rodriguez, Pasajero foi lançado oficialmente em 2004.