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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mui bela Barbarela em noite só dela no Studio SP: Niver + show + discotecagem



Imperdível people!
Clique no flyer para mais informações.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Déruchette - in Os trabalhadores do mar (Victor Hugo)

"(...) Pássaro com forma de moça, que há aí de mais delicado? Imagina que a tens em casa. Supõe que é Déruchette. Deliciosa criatura! Dá vontade de dizer: "Bom dia, mademoiselle alvéola". Não se lhe vêem as asas, mas ouve-se-lhe o gorjeio. Canta às vezes. Na tagarelice, está abaixo do homem; no canto, está acima dele. Tem mistérios aquele canto; uma virgem é o invólucro de um anjo. Feita a mulher, desaparece o anjo; volta, porém, depois trazendo uma alma de criança à mãe. Esperando a vida, aquela que há de ser mãe algum dia conserva-se muito tempo criança, a menina persiste na moça; é uma calhandra. Pensa-se, ao vê-la: que boa que ela é em não bater as asas para ir-se embora!

A meiga e familiar criatura acomoda-se em casa, de ramo em ramo, isto é, de quarto em quarto, entra, sai, acerca-se, afasta-se, alisa as penas, ou penteia os cabelos, faz toda espécie de rumores delicados, murmura um não sei quê de inefável aos teus ouvidos. Quando ela interroga, responde-se-lhe; interrogada, gorjeia. Tagarela-se com ela. A tagarelice serve para descansar de falar. Há uma porção celeste nessa menina. É um pensamento azul misturado ao seu pensamento negro. Alegras-te por vê-la tão esquiva, tão ligeira, tão fugitiva; agradeces-lhe a bondade de não ser invisível, ela, que poderia, creio eu, ser impalpável.

Neste mundo o lindo é o necessário. Há mui poucas funções tão importantes como esta de ser encantadora. Que desespero na floresta se não houvesse o colibri! Exalar alegrias, irradiar venturas, possuir no meio das coisas sombrias uma transudação de luz, ser o dourado do destino, a harmonia, a gentileza, a graça, é favorecer-te. À beleza basta ser bela para fazer bem. Há criatura que tem consigo a magia de fascinar tudo quanto a rodeia; às vezes nem ela mesmo o sabe, e é quando o prestígio é mais poderoso; a sua presença ilumina, o seu contato aquece; se ela passa, ficas contente; se pára, és feliz; contemplá-la é viver; é a aurora com figura humana; não faz nada, nada que não seja estar presente, e é quanto basta para edenizar o lar doméstico, de todos os poros sai-lhe um paraíso; é um êxtase que ela distribui aos outros, sem mais trabalho que o de respirar ao pé deles. Tem um sorriso que - ninguém sabe a razão - diminui o peso da cadeia enorme arrastada em comum por todos os viventes, que queres que te diga? é divino. Déruchette tinha esse sorriso. Mais ainda, era o próprio sorriso. Há alguma coisa mais parecida que o nosso rosto, é a nossa fisionomia; e outra mais parecida que a nossa fisionomia, é o nosso sorriso. Déruchette, risonha, era Déruchette. (...)"

in Os trabalhadores do mar de Victor Hugo
(Tradução: Machado de Assis)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cia Tàbola Rassa

A Tàbola Rassa é uma cia catalã de teatro de bonecos genial responsável por uma das melhores lembranças teatrais que tenho: assistir à brilhante adaptação de El Avaro, do Moliére, no Teatro do Jockey aqui em terras cariocas. Torneiras, canos e congêneres piraram no palco. Hilário, sensacional. Só lembrei :-).

Para quem vai dar uma viajada, vale à pena conferir o calendário do site: http://www.tabolarassa.com/

terça-feira, 16 de junho de 2009

"O mar quando quebra na praia é bonito..."



"O bem do mar é o mar, é o mar, é o mar..."

terça-feira, 2 de junho de 2009

.....ecos do quinto andar do céu....

"(...) E mesmo que eu, por algum motivo, um dia me distancie desse lugar, sei que jamais vou me perder novamente, pois é impossível esquecer esse caminho de volta pra casa que em mim foi marcado com tanta doçura, com tanto amor."

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fim de semana na serra carioca! Meu pitchoco*, Xuxa e Pelé :-)))











*Sobrinho mais lindo e fofo do mundo!...

domingo, 3 de maio de 2009

Minha virada antes da virada: fogo, pop francês, Augusta e cítara!

Como do dia 1 pro dia 2 eu virei – e virei водка, e virei louca³, virei la nuit e virei até os olhos – não consegui ver quase nada na tal da virada cultural, e muito menos, claro, “virá-la”.
Contudo, foi na bala(vira)da da noite anterior que a “maior cidade do multiculturalismo mundial” se descortinou para mim em todo seu esplendor. Sem sombra de dúvidas, os franceses foram de fato os grandes protagonistas da virada cultural, já que o pouco que pude ver na sexta foi sublime: a Cie Carabosse e sua sensacional instalação de fogo que tomava conta de todo Parque da Luz com esculturas de chama enquanto, ao fundo, músicos davam o tom narcotizante. Perfeito. A Andrea ficou apaixonada pelo Pyro-Psycho-Delic-Guitar-Fire-Man. Foi duro tirá-la de lá. Depois, dando continuidade ao clima francês que imperava, partimos para ver o Les Provocateurs (Edgard Sacandurra, Andrea Merkel, Juliana R., Bárbara Eugênia e Alex Antunes) no Berlin detonando pérolas da música francesa em versões sensacionais. Muito fofo. Estou esperando o “gauchinho” ou o "gauchão" me enviar as fotos para eu postar aqui. Mas a noite não acabou por aí! Não. Depois de passar naquele tal de Love Story - uma espécie de "Via Show" paulistano - só para usar o toilet (ser mulher às vezes é foda!), fomos para a Augusta. Aí fudeu. A concentração de lunáticos chega a níveis bem altos por metro quadrado. O que eu posso dizer é que entramos num porãozinho infernal onde eu pude bater cabeça ao som de Killing in The Name do Rage Against The Machine (quanto tempo eu não ouvia isso: mucho bom!!!) e, para terminar, um pardieiro perdidaço chamado Bar da Galega. Lindo. Lembro-me de ter ficado cantando “Raul” com dois figuras que iam pro Largo do Arouche na sequência. Nossa, a noite de Sampa, em sua diversidade eclética e quase utópica, é realmente imbatível, surpreendente e perigosa se você for do tipo kamikaze. O que não é o meu caso, obviamente. Eu nem bebo.

Pra não dizer que eu não vi nada da virada propriamente dita, fui ver o maluco do Marsicano tocar cítara e falar as abobrinhas de sempre meia-noite na Casa das Rosas. Entre peças clássicas indianas, ele mandou Black Sabbath, Raul, Beatles, The Doors, Led Zeppelin e Vinicius. Só faltou Coltrane. Do físico ao metafísico, que belo instrumento...



terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Ontem eu saí com os "meninos"... Hummm.
(Exagerei na birita, mas amei. RC, confete e serpentina. Lindo.)

E como já diria o sábio Thomas (a.k.a "chuchu"), a seu modo rockstar e mais pra lá do que pra cá, "as meninas fazem força para não se odiarem". Forte isso. Mas é. Cabe uma reflexão sonada: historicamente falando, culpa deles, na verdade, que nos deslocaram há milênios para uma posição esdrúxula da qual jamais saímos - e culpa nossa também, que nos submetemos ao longo dos tempos a esse joguinho, com variações sutis e, sem querer generalizar, isento de cumplicidade. Esta é a palavra: cumplicidade. Mas vamos nos libertar desse jugo. Nunca houve revolução feminina - e pensar que pode ter havido é ridículo. Estamos em processo, e, na real, a coisa ainda anda a passos lentos, lerdos, morosos, embora visíveis. "As águas vão rolar. Garrafa cheia eu não quero ver sobrar. Eu passo mão na saca saca saca rolha. E bebo até me afogar. Deixa as águas rolar..." Vou dormir. No mais: homem, mulher, tanto faz: somos todos seres humanos. E a cumplicidade deve existir nesse âmbito: o humano.
99999
O que importa não é o que a gente fala, e sim o que a gente faz. O que a gente fala, na grande maioria das vezes e do tempo, é absolutamente desimportante. Salvo raras exceções, as pessoas deveriam ser mudas. As pessoas deveriam "ser" menos e "fazer" mais, bem +. E "falar" através do "fazer". No entanto, como somos todos reféns da imperfeição e do desassossego, por ora, tá "sussa".

sábado, 31 de janeiro de 2009

Conexão Lapa-Taras Bulba
(in "o que nos move é a paixão")

São Paulo não é uma cidade cujas maravilhas estão à mostra. O Rio é: com seu oceano atlântico despudorado lambendo a vista por onde quer que você passe. Só encontrei maravilhas por aqui na verticalidade abissal da alma paulistana – e tive que ralar um bocado para encontrá-las, pois não ia passar os próximos “?” anos da minha vida em um lugar pelo qual não estivesse apaixonada. E apaixonei-me: pelas pessoas, pelo ritmo aceleradíssimo, pelo trabalho, pelo estudo matador, pela correria tresloucada, pela Avenida Paulista, pela Sé, pela ZL, pela horda dos “no destiny”, pelo ente workaholic que dá as cartas, pela “Augusta Pussy Market”, pela diversidade psycho yuppie, pela fantasia que vestimos no dia-a-dia, pelos loucos manicomiais que andam desgovernados pelas ruas, pelo sotaque (!), pelo “Brasil” que a megalópole megalomaníaca sintetiza tão bem – enfim, nada que meu espírito também gipsy e antropologicamente investigador não estivesse ávido por encontrar. É claro que há coisas notadamente paulistanas que eu continuo não aturando. Tipo: gel no cabelo, cordão de prata e “wannabes” . Venero a autenticidade, seja lá o que isso for. Mas, no geral, adoro mudanças e sou incapaz de viver sem elas.

Só que dia desses dei mole: estava no Rio. Enquanto caminhava por dois de seus mais batidos cartões postais (Copa e Ipanema), falava mal da morosidade e da malandragem do carioca, do calor insuperável e insuportável, da violência, do Bope, da Rede Globo e suas celebridades patéticas, do ar de província que ainda ali impera e por aí vai. Entrei numa de virar paulistana e vestir a camisa, sabe? (Eu sou uma piadista...) Só que não contava que fosse esbarrar em um recém-chegado tão apaixonado pelo Rio: o Hütz, que de fato se mudou de mala e cuia para o Brasil e acredita que a Lapa é o lugar mais sensacional e espetacular da face da terra. Vindo dele, não tenho dúvidas. O cara está encantado. Encontrou seu lugar ao sol: na vida noturna que só termina ao amanhecer, na bagunça em parte saudável do povo, na quadra da Mangueira, na vibração porra-loka cotidiana, no salve-se quem puder (!) e sobretudo no clima de "festa" que parece pairar sobre a urbe - emanando um calor que ele chama de "intenso" e produtivo. É até bonito ver a paixão reverberante que move o sujeito por inteiro, instaurando-lhe um despertar prenhe de vida, de sexo, de música, de modo certeiro para onde quer que ele alce vôo – seja para o mainstream da música pop, seja para o Carnaval de Olinda. Um perfeito carioca, sem tirar nem pôr. Perfeito. Fiquei admirada e pus minha desesperança com relação a cidade (e ao país) ao lado da esperança sorridente e um tanto mística dele. Um amor. Uma distância crítica necessária para que possamos rever o brilho de uma pérola que já nos parece fosca. Um "gringo" enfeitiçado que nos obriga, de modo implacabilíssimo, a olhar a paisagem sob uma perspectiva menos embaçada pelo tédio do day-after-day. Rio e Sampa fizeram as pazes. Na verdade, nunca brigaram. Na verdade, nunca existiram. No mundo, só existem pessoas – só. E nada melhor do que vê-las apaixonadas, em contato estreito com o objeto de sua paixão (outras pessoas), tendo como pano de fundo um belo cenário e celebrando a vida no que ela tem de mais vasto. Amemos à moda de Dostoiévski! Porque uma nova paixão não significa o ocaso da anterior; assim como a morte não invalida a vida – mesmo por que esta é concebida ao som de uma trilha sonora singular.

Andrei, eu, Eugene e Pedro (Faltou o Dani "boi piranha" Ribas!...)

sábado, 24 de janeiro de 2009

Snooker club: in Comemorações dos 455 anos d'Esse Pê

прекрасно!!!

Uma jukebox lesada. A música: vinho argentino barato - muito embora, vale dizer, eu tenha parado de beber, e, oui, a moça Lee (a sua mais completa tradução) truncada, salteada, totalmente avacalhada no "cheiro de coisa maluca". O bar, o bilhar - a quebrada. Cercada de doentes da cuca, loucos manicomiais, прекрасно demais, encaçapo uma, duas, três de uma vez. Sim!... E me lembro em paz daqueles dias que não eram + (amore mio!) só de pura alegria, mas que hoje reverberam nostalgia - e nem há qualquer razão para assim não ser. A saber....................................:


Wander Wildner como sempre: clown inspiradíssimo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Confesso que...

Fiquei emocionada sim... Fiquei.
Isso não é pouco não. Vai mudar??? Já mudou.



E lembrei de você.
Aquele homem que disse que iria mudar o mundo.
Você - o menino diabético.

Vamos comemorar ouvindo Robert Johnson (Valeu pela dica, Pizza!!!)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Escalada rumo ao topo

"A noite no dia, a vida na morte, o céu no chão
Para ele, vingança dizia muito mais que o perdão
O riso no pranto, a sorte no azar, o sim no não
Pra ele, o poder valia muito mais que a razão
Quando o sol da manhã vem nos dizer
Que o dia que vem pode trazer
O remédio pra nossa ferida, abre o meu coração
Logo o vento da noite vem lembrar
Que a morte está sempre a esperar
Em um canto qualquer desta vida
Quer queira, quer não"
(Vinicius e Toquinho)

Dia desses, acordei com uma baita vontade de escalar. Liguei para uma boa amiga e partimos para a aventura: subir ao topo da montanha. Subir até onde não desse mais para subir. E parar só quando não tivéssemos outra opção a não ser parar: no pico. Pegamos a mochila, o tênis, a garrafinha d'água e partimos floresta adentro, desbravando a mata densa, aonde poucos tiveram coragem de se embrenhar. Mas nós, bravas meninas, de fôlego a perder de vista, não recuaríamos. Afinal de contas, era a escalada de fim de ano.

No caminho, nos deparamos com rochas íngremes e, o sol a pino, apesar de minar nossas forças, nos revelava, conforme subíamos, a mais perfeita paisagem do dia: o mar entre as montanhas verdes e adoradas. Mas essa era só a paisagem. Escalávamos em uma região inóspita, onde e o ar já rareava e água era artigo de luxo. A vegetação de cactos que o diga.


Contudo, depois de transformar lágrimas em suor, esbarrando nas mais estranhas formas de vida que por ali co-existiam, finalmente alcançamos o topo. E, de lá, pudemos ver o mundo.

E, ao final, eis a recompensa...

Uma linda virada para todos!!!

Uhuuuuuuuuuuuuuuuu!

PS: e não me confunda, por favor, eu não sou bicho-grilo (!) - só prefiro o sol da manhã.

Fotos: by Lu