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segunda-feira, 9 de maio de 2011
O tesão a priori é o nosso ato falho
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Dafne disse:
Gosto de oferecer tudo que amo aos meus amigos. Gosto de oferecer os homens que amo às minhas amigas. Ando apaixonada por essa coisa de estar apaixonada – o que, na verdade, dizem, não é bom. Tô nem aí – tô apaixonada e sei de cor todo caminho de ida e de volta de tanto que já me embrenhei por esse mato sem cachorro, sem ida, sem volta, sem caminho...
Fecha aspas.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Quando o Tolsta veio me visitar!!!
Passo ao largo de mim mesma. Sublime no parque e a pique, confundo um pássaro com uma ratazana. Sossego: a coisa voa e baila e cantarola. Lindo. O pouco que tinha nas mangas se foi: precisei gastar alguns copeques com um tênis para ele. Mas valeu à pena. Hilário. O Tolsta de all-star fica absolutamente ridículo, e, o que é mais ridículo, preciso me conter para não rir nas fuças dele – ou ele me enfia de novo na máquina do tempo que acredita existir, pois, a contragosto, já andou vendo alguns filmes norte-americanos –, sendo esta tal contenção de despesas, água e risos o que há de verdadeiramente cômico na infame história.
Eis o tênis que comprei pro Tolsta. Ele achou cool, mas se disse adepto da resistência pacífica (!). Eu não entendi.
São Paulo é um desgoverno – e isso ele sente tão logo põe os pés na rua. Quer uma bicicleta – adorou. Na Paulista, segue a via tátil, por mais que eu lhe diga que aquilo é um caminho para cegos. Quando volto, atarantada, todos os mendigos da rua estão lá em casa – para ele são mujiques, imagine – mujiques russos que, como ele mesmo acha que é, despencaram por aqui. E palestra, palestra, palestra: sem fim, endless lecture, ad infinitum. Adora falar. Vous parlez français? – ele pergunta a quase todos. Comme Il faut. Um saco o Tolstói. Mala sem alça. Saudades da Anna e de suas correspondências miúdas. Essa sim foi uma visita, eu diria, troglodita: não saíamos da caverna nem para comer e, dá-lhe Vronski , pude tocar nas feridas adquiridas por ela no embate com o vagão do trem, pobrezinha. Foi quase como tocar nas chagas de Jesus Cristo. Inoportuno era manter seu vício em morfina. Acabou na cracolândia. Desde então, não sei que raios de rumo tomou na (sobre)vida.
À noite, já deitado, Tolstoi insiste em dizer que é o Levin. “Não, de novo não!” – penso. E que o personagem era um alter-ego dele. Dãããã. Eu, claro, não acredito.
“Como assim, Tolsta? Antes ou depois de Freud? Não me engane, hein.”
“Eu não acredito em inconsciente, guria” – ele manda.
“Nem eu” – emendo.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Carta ao ET

Como vai aí arriba (ou aí abajo, dependendo do point of view)? Por aqui você já sabe, né? Tá tudo uma merda. Só o desamor constrói – montoeiras de lixo, rios de espuma branca, miséria raquítica, invisible people, cultura vagaba, cinismo sensual, e por aí vai a perder de vista ad infinitum muito além de qualquer horizonte cinzento – como a CNN intergaláctica já deve ter divulgado. No entanto, há uma série de aforismos que, pairando sobre a tigela, conformam a massa, né, fofo? Coisas do tipo “O passado será sempre melhor”, “The show must go on” ou “Deus ajuda a quem cedo madruga”. E os humilhados e ofendidos? Vixe, Nossa Senhora, estes terão o reino dos céus. Terão sim, mas, antes, acho que esse show já anda mal das pernas e precisa dar uma paradinha. E a arte? No que se transformou a auto-proclamada (por uma horda de piadistas burgueses) e divinizada arte? Bloquinhos de gelo derretendo em Paris? Ah, faça-me o favor. Intervenções cômicas ao lado do banco anti-mendigos – eu diria. Certos surtos freudianos de introspecção alienada deveriam, por ora, ser categoricamente proibidos (Ah, inconsciente tem limite!) – mas aí é fazer como fez Stalin, né, o que já provou ser ineficaz. Então não chama de arte, poxa! Aqui reclamar não é nada cool, ET. Soa ultrapassado, antiquado, retrógado. Sinto falta daquele clima vermelhão de marte. Vermelho-sangue: adoro! Os terráqueos não cultivam muito respeito pelo verde ou pelo azul, por exemplo, e não me admira que você não queira mais pisar por aqui . Sabe ET, acho que a humanidade nem vive mais um retrocesso, vive um retrocídio, movendo-se para trás sem nem dar uma olhadinha pelo espelho retrovisor. E, ao que tudo indica nesse chamado retrocídio, já estamos na Idade Média, exatamente no filme do Bergman, já que tudo no sétimo selo é, de fato, sétima arte. No mais, sinto que a essência humana, essa que nunca se soube direito o que era, mas acerca da qual, com efeito, havia indícios palpáveis, volatilizou-se de vez. De concreto, só o marketing. E a vida, veja você, reside na idéia (ou no pseudo-pilar) de que é preciso “vender-se” para ser. É vendendo, portanto, que podemos comprar. Comprar o que? Nossa liberdade... de consumo (Uebaaaaaaaaa! Adorno rules!). Só – já que, infelizmente, só essa liberdade fake nos cabe. Tenha você acumulada a fortuna que tiver, tanto mais enganado é pela roda que o escraviza. Liberdade (o que você acha, ET?), na verdade, é desvencilhar-se disso tudo (não sou nada original, Platão disse algo semelhante). Camadas de marketing puro, à exceção dos enfants, há muito, ocultam la vérité – liberté, egalité, fraternité. Ideais sobrevivem apenas como pruridos no mamiloUUUUUUU – é o que parece. Depois passa.
Vou ficando por aqui, ET. Já escrevi muita besteira. Se escrever mais a Gannibal não me deixa postar no blog dela, sabe? Vai dizer que eu ando lendo muito... Hmmmmmmmmm.
Espero que não demore uma eternidade para pintar por aqui. Estamos sentindo sua falta. Suas aparições são tão divertidas!!! Muito melhor que arte pós-moderna! Apareça, viu!
Lembranças do Planeta Terra!
@nostálgica.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Um problema da condição humana ou uma porra de um adolescente retardado de 17 anos
Clique na imagem:
*Salvo raríssimas e peroladas exceções.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Homens ao pé do sol
Boreal.
Orgia ao pé-do-sol.
domingo, 30 de agosto de 2009
No parachutes, no shelter...
Apenas sinto.
Cintila, portanto, pelo ar que dentro de mim circula, uma beleza consciente de sê-la.
Beleza, avesso da aparência, construída de percalços, viva.
Esteio e leito por onde navegam lembranças de decênios e milissegundos, conforme a velocidade de cada ato, voluntário ou compulsório, silente ou ruidoso, desmemoriado no presente e perpétuo de sabores que decolam parachutes a perder de vista.
É tão humano quanto a essência do ser – e carrega, em suas vitrines, um quê de fálico, mas não ultraja, só reproduz, tal qual emas na savana africana.
Paro. Apresento-lhe meu sexo, Beleza etérea.
E suplico-lhe por um cafuné, shiatsu a meia-luz, beliscão.
É por ti que, esperançosa, já que me alças ao topo do mundo, e me vejo aqui a tocar as sílabas do céu, que continuo a galopar.
Dou voltas ao mundo em 80 passos.
É por ti que me entrelaço aos homens, ignorantes de sua bondade, de seu poder, desse jardim que pare com tamanha anuência.
É por ti, Beleza etérea, Amor recôndito, dimensão aos homens oculta, que pedalo.
Eis a minha bike: sangue matador.
As atitudes equivocadas acima listadas ensejam, via puro acaso, um encontro: Francis "louco-cara-de-bulldog" Bacon e William "junkie-beat" Burroughs. Fico pensando (em russo) cá avec moi même qual era exactly o tema em pauta. Alguém arrisca?
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Brincando de Deus
domingo, 23 de agosto de 2009
Pro domingão paulistano - cante Lobão (e invente outras memórias...)
E aqui tá tanto frio
Me dá vontade de saber...
Aonde está você?
Me telefona
Me Chama! Me Chama!
Me Chama!...
Nem sempre se vê
Lágrima no escuro
Lágrima no escuro
Lágrima!...
Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica
Sem porque...
Aonde está você?
Me telefona
Me Chama! Me Chama!
Me Chama..."
Fui lá ontem. Quando entrei, elas me receberam como se eu fosse alguém muito especial – e de fato era, já que todos somos, ora pois. Incrível perceber-se alguém muito especial nessa cidade torta. Diziam-se revolucionárias – e eram. Passei o dia inteirinho por lá, na ânsia de ouvir jazz, entre livros, metafísica e arrepios, do tipo: “Uma palavra vale mais do que mil imagens”. De fato, com imagens não podemos pensar no que quer que seja, só imaginar. O que é ótimo; embora em dias como esses, de descalabro nu, seja preciso pensar, refletir, raciocinar e agir. De resto, também deglutia, alheia a engasgos, aquele bando de histórias que me aturdiam embaladas feito vagões de locomotiva e adentravam afoitas, em looping, em minha boca caudalosa, salivante, esgueirando-se pelo esôfago e assentando-se no estômago, no bojo de pavores e bolores gástricos eslavos. O almoço ainda me escapulia em pílulas de arroto: bafos. No prumo da assepsia – algo terrível. Algo que eu, naturalmente e sem perceber, disfarçava. Sentia-me no meu lugar – e acabei encontrando uma edição portuguesa de um raríssimo exemplar do Turgueniev. Amo. Pensei em tantas pessoas que amo, aliás – e o quão longe e próximas elas podem estar de mim a um só tempo e espaço. Abismos que se desfazem em um piscar de olhos quando – e especialmente – este estilete que trazemos a reboque e a contragosto cessa repentinamente de circunscrever sulcos ao nosso redor ou de machucar aqueles que não somos. Contudo, já de volta a casa, o cio de meados do mês provocou-me sonhos eróticos, verdadeiros pesadelos, concedendo-me, de presente, um encontro com o avesso do menino. Merda. Não entendi quando ela disse que deveria tolerar. E me deixar mutilar? Não. Algo pertubador – e, por ora, já nem quero expor meus copiosos tropeços ou falar sobre nada disso. Prefiro continuar por lá, semeando conceitos, ao encalço de um homem formidável que, dentre outras coisas, perguntou-me se estava tranqüila enquanto palestrava pela enésima vez a respeito da história de minha terceira vida – não a última, espero, mas a mais deslumbrante e orgíaca, consciente de seus prazeres infames e de sua beleza divina. Pedi para sair depois que me ofereceram companhia e um jantar perfumado. Alguém ia tocar piano. Havia, em uma esquina pouco visível, uma balalaica também. Alice e Carrol. Pena... meu tempo de paraíso havia se esgotado.
Holofotes tonitruantes espocam na sílaba. Bá. Algo mesmo como um “bá” gaúcho. Sorry – Des-leia.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Um gosto particular pelo nada
domingo, 26 de julho de 2009
Ele reproduzia, sem o saber, todos os males que acreditava odiar...
Então lembrei daquela história. A do sujeito, a do homem, ouso dizer, que foi, a princípio, muito gentil com Mariana por que queria usá-la como remédio para curar algumas feridas adquiridas no hiato da solidão. Como lá pelas tantas, a coisa, a Mariana, não serviu a contento, ele, claro, a jogou no lixo, como cartela vazia que era. Só que ele não sabia, pobrezinho: Mariana não era uma coisa, Mariana era um ser humano. Só que ele não sabia, pobrezinho: Mariana era, sim, tão ser humano quanto ele. Só que ele não sabia, pobrezinho: que, ao tratar as pessoas como coisas, ao tratar Mariana como coisa, ele reproduzia toda a dinâmica social (capitalista, cretina, individualista, desumana) que julgava odiar e lutar na direção contrária. Eram nesses “pequeninos” gestos, mais do que em qualquer outro tipo de ação – Mariana pensava depois, sentindo-se infeliz por acreditar no homem – que o homem, ouso dizer, abastece toda a engrenagem que finge odiar, transformando pessoas em coisas consumíveis ao inserí-las na lógica do capital. Afinal de contas, nessa sociedade que amamos odiar, tudo é (não é?) produto, coisa, consumo, superfície, função, troca, lixo – a começar (e a acabar) nas relações humanas. Só que ele não sabia, pobrezinho, tão preocupado que estava com o próprio umbigo, de nada disso.
Ocupe e resista Mariana. Continue acreditando no ser humano. Eu também acredito...
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Nostálgica diz: - Li hoje no jornal que o Trent Reznor saiu do Twitter...
- O que é Twitter?...
- Ah... é um troço tipo o facebook... não sei... esqueci minha senha e não entro mais... Mas é uma espécie de rede social junkie onde as pessoas quando não dizem amenidades, dizem banalidades. E acho que o Trent ficou fulo com isso...
- Nossa... O Trent tinha Twitter?
- Tinha...
- Quelle merde...
- Oui... Lembro-me daquela época em que ele teria um harem se quisesse...
- Ptz... a mulherada dava fácil... O cara era o cara... Vermebile em forma de músico. Mas... Twitter?...
- Esquenta não... Você nem sabe o que é Twitter... Vamos ouvir aquela coisa de "I wanna fuck you like an animal..."...
- Sinistro...
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Anabolizante sonoro (!) La, la, la, la, la, la...
Mirenme a la vida vuelvo ya
La la la
Pajarillo, tù me despertaste
Enseñame a vivir
En un abismo yo te esperé
Con el abismo yo me enamoré
Pajaro me despertaste
Pajaro no sé por qué
Mirenme a la vida vuelvo ya
La la la
Pajarillo, tu me condenaste
A un amor sin final
En un abismo yo te esperé
Con el abismo yo me enamoré
Pajaro me despertaste
Pajaro no sé por qué
Mirenme a la vida vuelvo ya
La la la
Pajarillo, tu me condenaste
A un amor sin final
En un abismo yo te esperé
Con el abismo yo me enamoré
Pajaro me despertaste
Pajaro no sé por qué
Mirenme a la vida vuelvo ya
La la la...
sábado, 20 de junho de 2009
O meu melhor amigo
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Esbofeteei-me
Por isso chove.
Por isso venta.
Por isso vou viajar.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Notas paulistanas
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Bureaufóbica
terça-feira, 12 de maio de 2009
sábado, 9 de maio de 2009
Humilhados e Ofendidos (Униженные и оскорбленные)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Razões para odiar a tecnologia * **
A tecnologia, essa que vos fala de inúmeras formas, é só mais um meio que algumas pessoas encontraram de “funcionar” (ou seja, exercer funções) melhor nessa sociedade de avestruzes, como elevadores ou essas coisas robóticas que simplesmente “funcionam” automatizadas, sem dar satisfação de nada a ninguém. E não são, como poderíamos pensar, operadas por seres humanos, são programadas por um bando de vigaristas, o que é muito diferente. Um relógio que é programado para tocar às seis horas da manhã, vai tocar às seis horas da manhã – e isso independe do estado como você estava quando cruzou a porta de casa às cinco. Se, por outro lado, ele é operado humanamente, você vai acordar no momento que lhe for mais conveniente. Operar sugere que haja uma mão humana toda vez que se exerce uma ação; já programar é totalmente desumano, é funcional, é potencializar a máquina. Vivemos em uma sociedade de máquinas e, de cada vez mais, pessoas programadas ( já que peças desse meio-de-produção) – e que se dane o fator humano de qualquer coisa. Adapte-se. A porta do metrô fecha em 10 segundos – e a moça que prendeu o salto no vão e vai ser levada pelo arranque do motor? Foda-se.
A sociedade industrial foi se tornando com o passar do tempo essencialmente programada, mecânica, alheia ao humano de qualquer coisa, e as pessoas, com seus brinquedinhos celulares e i-phonicos, entraram nessa onda. Por inúmeros motivos, que você não faz idéia, alguém que no tête-à-tête te trata como um anjo e com quem você jura que tem uma sintonia peculiar, programa o celular para não receber mais ligações suas – e que se foda você e os motivos do por que você está ligando para ela. Ela se programou, através da tecnologia, para não te atender, para te descartar solenemente, para esquecer que você existe, coisificando-o como uma peça que já não lhe serve – e agora, ao invés de perdemos o braço na geringonça de prensar frigideiras, perdermos parte de nossa alma em meio a essa horda de desalmados, de pessoas que temem o encontro, o humano. É paradoxal, mas a tecnologia só criou mecanismos de encontro que, em determinados contextos, só favorecem o desencontro. Contudo, esse cinismo todo nos parece muito natural, pois a timidez pequeno-burguesa a tudo redime, o comodismo de apertar um botão nos faz senhores de nosso próprio nariz ao vivenciar uma pseudo-liberdade hiper-equivocada, e perdemos, nesse rastro, a capacidade de compartilhar o que quer que seja com o próximo, de encará-lo olho no olho e sofrer as conseqüências desse ato, de dar a cara à tapa. Nos programando, nos livramos, assim, do que nos parece, pelo menos no espaço imediatista da ligeireza da máquina urbana, inútil ao caráter funcional do ser. E não somos mais, apenas funcionamos enclausurados, isolados do outro e das normalíssimas relações conturbadas e febris que com ele se trava, esquecendo que a “única” coisa que de fato existe nessa porra de mundo é isso: o outro; que a mais linda paisagem é a do rosto humano; que a arte, o trabalho, e tudo mais que fazemos, existe somente em função das pessoas – aquelas das quais fugimos propositalmente e temerosos de que percebam essa fuga ou venham nos perguntar: por quê?
Tem gente que tem medo de gente por aqui (Esse Pê) . Eu, particularmente, acho isso estranhíssimo e inusitado. Hoje muita gente não atende o celular quando vê, em função do advento da bina, que é um tal fulano que está lhe telefonando e com o qual ela não quer falar sabe-se lá porquê. Será que essa mesma pessoa expulsaria esse fulano de sua casa e bateria a porta na cara dele? Não sei. Mas bate o flip. A tecnologia transformou um bocado de pessoas (e me desculpem as que não se enquadram nessa lógica e que usam os apetrechos high tech para o bem) em hipócritas resignados. Isso me perturba bastante. Vou me mudar para Iasnaia, para uma aldeia indígena, para um lugar interiorano onde não haja bina, msn e no qual se possa confiar, verticalizar as relações. Ou ficar por aqui - ocupando e resistindo.
*Texto levemente inspirado na aula do Sérgio de Carvalho.
** Texto escrito no ápice da TPM.




