Foi-se o tempo em que apenas os fatos jornalísticos precisavam ser publicados para "ocorrerem" ou para terem qualquer (des)importância. Chegamos à era virtual e, nesta arena 3x4, o indivíduo, para existir, precisa estar conectado, precisa ter o aval dos outros, precisa ter um séquito que o siga para onde ele for, precisa ser visto, precisa dizer gracinhas e provocar risos. Como se não bastasse, cada ato isolado do indivíduo, seja uma flatulência seja uma descoberta arqueológica, para ter qualquer legitimidade, para virar história e memória nesse cubículo amplo, implica um post no twitter, no facebook, no orkut ou, enfim, nessas tranqueiras. Se o mundo, para você, são aplausos virtuais ecoantes, comentários e curtição em fotos, algumas palavrinhas bicudas nas entrelinhas, lembre-se que, se for viajar, deve levar a câmera - ou então, para o resto da humanidade você não foi a lugar nenhum. O que importa, afinal, é a visibilidade que tens. Eis o quão sem graça se tornou o espaço público.
Show de Truman? Balela!... Hoje todo mundo tem seu show particular e ele começa com @.
Da mesma forma, você não precisa entrar em um buraco negro para ser John Malkovich - entre no twitter e seja quem você quiser.
A legitimidade do ser, hoje, passa pela publicização do ser na internet. Chegaremos a um ponto em que cada pessoa terá uma câmera acoplada a seus olhos filmando a própria vida full-time. Vamos editar e postar esse filmete no fim do dia no twitter-eye - ou, melhor, ele será transmitido ao vivo, já que sem esse olho não "seremos mais nada". Nada? De súbito, isso soa atraente. Nem Habermas, ao dissertar sobre o espaço público inerentemente burguês, nem Orwell, na obra-prima 1984, nem ninguém, ora pois, poderia imaginar tamanha tragédia. Acho que o Andy, aliás, foi o único que acertou na mosca - também, era pop.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Mus(ic)a acorrentada
Fala sério. Nada mais tosco do que lista de música. Sim, essas listas das maiores ou melhores ou mais pops ou mais grudentas (seja o que for!) canções dos últimos sei lá quantos anos. É engraçado que as pessoas insistam em concretizar, objetivar, impregnar de estatísticas, calhas, algo tão melífluo e subjetivo – impondo seu maldito ponto de vista sobre o que está a perder de qualquer vista. Ou mais: encontrar critérios que justifiquem tal coisa. Acho que ninguém leva isso a sério. O Patrick Bateman escrevia resenhas de álbuns dos anos 80 – todas ininteligíveis e mega-adjetivadas, claro, zombando dessa síndrome de Tolstói de desejarmos colocar tudo que nos cabe nos limites da cumbuca da razão. Dia desses, entretanto, andei dando uma olhadinha lá na tal lista da RS de 100 maiores (o que é isso???) da MPB. Se for pelo tamanho, acho que a “maior” é aquela da Legião Urbana, Faroeste Cabloco, que tinha pra lá de 20 minutos e todo mundo cantava. Mas não. Curioso: o “pau” que se paga para o Chico Buarque é algo que precisaria ser estudado à luz da psicanálise. Deve ser porque ele é escritor e tem uma postura cool - praticamente a antítese da do Caetano, que todo mundo diz que odeia. E o Caymmi, tadinho, quase que foi esquecido. O resto eu não me lembro - muito loko! Eis a pergunta que não quer calar: será que é de música mesmo que essas listas falam? Ou, na falta de assunto, a galera se reúne na redação e diz: “Meô, vamos fazer uma lista! Vamos deixar geral fulo da vida! Vamos polemizar, música é o caralho! Uhuuuuu!” Rir é a melhor saída – e claro, dar uma olhadinha na lista, assim, de soslaio.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
A dialética das relações humanas pós-apocalipse
É dialético. Paradoxal. Hegeliano. Quase marxista e, sem dúvida, adorniano. As opções de escolhas são tantas - tanto para nós quanto para os outros - que começamos a abrir (arreganhar mesmo!) nosso leque de opções mais restrito ou seleto. Assim, aquelas coisas que antes cultivávamos por algum tempo, aninhávamos em berço esplêndido, decifrávamos, passamos a descartar de imediato - isso porque, igualmente para os outros que nos acolheram de qualquer forma, somos a priori descartados qual produtos. Reagimos conforme "o chute na bunda" que levamos - ou seja, partimos para outra pseudo-escolha. Só que ampliando ou estendendo nosso leque de escolhas e diminuindo o tempo de consumo, além de nos tornarmos hiper-superficiais, examinando mal e porcamente o objeto de estudo, rebaixamos o nível em que se assenta o objeto - até o nível em que "qualquer coisa serve". Nesse rastro, e confirmando as proposições da Escola frankfurtiana, quanto mais escolhas temos, menos escolhas fazemos. A liberdade de escolha do mundo pós-moderno é a total falta de escolha. É catastrófico: vivendo em uma sociedade tão repleta de opções, estamos completamente sem opção.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Um problema da condição humana ou uma porra de um adolescente retardado de 17 anos
Não sou sexista. Longe disso. Odeio quando alguém começa a dizer: "não, por que os homens são assim e as mulheres são assado". Geralmente é furada. Mas, nos últimos tempos - e tenho relutado em escrever isso - percebi um fenômeno diante do qual não dá pra fazer vista grossa: as mulheres evoluem. Passam da infância à adolescência e, assim, à fase adulta. Sim, as mulheres (pelo menos a maioria) tornam-se adultas. Os homens, entretanto, jamais passam à fase adulta*. Seja ele quem for, tenha ele a idade que tiver, será sempre e no âmago inviolável de seu ser, mesmo que não pareça à primeira vista, mesmo que lute por causas nobres e esbanje sabedoria teórica, mesmo que se julgue muito "maduro", uma porra de um adolescente retardado de 17 anos. É incrível. Temos que lidar com esse "problema", eu diria, característico da condição humana. Eu, particularmente, não vejo saída e não estou mesmo a fim de ficar especulando as pseudo-causas da tal desordem. Não suporto Freud. Alguns problemas são mesmo insolúveis. Por que é tão difícil às pessoas aceitar o mistério? Um adolescente retardado de 17 anos sobrevive no macho e para isso, infelizmente, não há qualquer explicação e nem tampouco cura. Seria algo similar, guardadas as devidas proporções, à TPM feminina. Fiquemos assim.
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*Salvo raríssimas e peroladas exceções.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Em Lilia 4-ever, Lukas Moodysson atenta para a urgente necessidade de amor ao próximo***
Logo nas primeiras cenas você pode pensar que Lilia 4-ever se trata apenas de mais uma versão (dessa vez russo-sueca) de filmes sobre adolescentes desajustados que se consomem nas drogas e na marginalidade. Mas não se engane. Não é nada disso. Lukas Moodysson quer muito mais do que mostrar uma geração perdida entre a falência do comunismo soviético, a periferia de uma cidade grande e a inevitabilidade de um capitalismo selvagem, cujo desdobramento é o valor ecônomico imputado a tudo que nos cerca, sendo, nesse rastro, a América o último refúgio propagandista da tal bonança - ou o "paraíso" na terra. O que o diretor sueco almeja é, sem dúvida, a eternidade inscrita no título - ao revelar de que modo, dentro desse processo da pós-hiper-supra-modernidade, o homem ocultou por completo qualquer menção verdadeiramente humana que tamborile dentro de si. E - sem apontar culpados pelo que quer que seja -, é um homem horroroso, perverso e estranhamente comum com o qual nos defrontamos em cena. Uma velha tia. Uma mãe sonhadora. Um jovem cafetão. Uma operadora de caixa de mercado. Um sujeito que, ao passar com fones de ouvido no último volume, se recusa a ouvir o som do descalabro. Você e eu. A humanidade é, assim, através de inúmeros personagens, posta pelo avesso em nome de um "aceitável" egoísmo intensificado pelos cacoetes de uma metrópole fria e cinzenta. É, portanto, a face mais horripilante do homem, este que está a seu lado, este com o qual você toma um chá, este para o qual você dá "bom dia", que Moodysson traz à baila. E, de quebra, denuncia como o poder de cada gesto nosso (sim, nosso), seja irrefletido ou muito bem pensado, pode estar fomentando uma rede de desamor que começa em um olhar de indiferença ou hostilidade e termina no assassinato (ou suicídio) brutal de uma criança.
Para ver, rever e agir. E nem precisamos ir tão longe.

***in micro-resenhas de filmes que não passam.
Para ver, rever e agir. E nem precisamos ir tão longe.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009
Ribas sai em defesa do Gentili em artigo avassalador!
Daniel Ribas, o cara mais chato e culto do mundo, popular Mr. Google, depois de ter participado de uma coletânea de contos publicando um roteiro, reinaugura seu blog em grande estilo: imita a cor do meu BG (tudo bem...) e opina sobre a recente celeuma multimidiatica que envolveu um jornalista, o King Kong e o Twitter. O Ribas saiu em defesa do Gentili e fez um golaço!!!
Leia aqui:
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domingo, 26 de julho de 2009
Ele reproduzia, sem o saber, todos os males que acreditava odiar...
O único mal da sociedade capitalista, essa que fingimos odiar, porque é legal gostar de Marx e Che Guevara, é transformar o ser humano em coisa. Todas as relações grotescas que essa sociedade que fingimos odiar produz e, com a ajuda de todos os seus membros, reproduz ad infinitum, culminam na porca da desumanização.
Então lembrei daquela história. A do sujeito, a do homem, ouso dizer, que foi, a princípio, muito gentil com Mariana por que queria usá-la como remédio para curar algumas feridas adquiridas no hiato da solidão. Como lá pelas tantas, a coisa, a Mariana, não serviu a contento, ele, claro, a jogou no lixo, como cartela vazia que era. Só que ele não sabia, pobrezinho: Mariana não era uma coisa, Mariana era um ser humano. Só que ele não sabia, pobrezinho: Mariana era, sim, tão ser humano quanto ele. Só que ele não sabia, pobrezinho: que, ao tratar as pessoas como coisas, ao tratar Mariana como coisa, ele reproduzia toda a dinâmica social (capitalista, cretina, individualista, desumana) que julgava odiar e lutar na direção contrária. Eram nesses “pequeninos” gestos, mais do que em qualquer outro tipo de ação – Mariana pensava depois, sentindo-se infeliz por acreditar no homem – que o homem, ouso dizer, abastece toda a engrenagem que finge odiar, transformando pessoas em coisas consumíveis ao inserí-las na lógica do capital. Afinal de contas, nessa sociedade que amamos odiar, tudo é (não é?) produto, coisa, consumo, superfície, função, troca, lixo – a começar (e a acabar) nas relações humanas. Só que ele não sabia, pobrezinho, tão preocupado que estava com o próprio umbigo, de nada disso.
Ocupe e resista Mariana. Continue acreditando no ser humano. Eu também acredito...
Então lembrei daquela história. A do sujeito, a do homem, ouso dizer, que foi, a princípio, muito gentil com Mariana por que queria usá-la como remédio para curar algumas feridas adquiridas no hiato da solidão. Como lá pelas tantas, a coisa, a Mariana, não serviu a contento, ele, claro, a jogou no lixo, como cartela vazia que era. Só que ele não sabia, pobrezinho: Mariana não era uma coisa, Mariana era um ser humano. Só que ele não sabia, pobrezinho: Mariana era, sim, tão ser humano quanto ele. Só que ele não sabia, pobrezinho: que, ao tratar as pessoas como coisas, ao tratar Mariana como coisa, ele reproduzia toda a dinâmica social (capitalista, cretina, individualista, desumana) que julgava odiar e lutar na direção contrária. Eram nesses “pequeninos” gestos, mais do que em qualquer outro tipo de ação – Mariana pensava depois, sentindo-se infeliz por acreditar no homem – que o homem, ouso dizer, abastece toda a engrenagem que finge odiar, transformando pessoas em coisas consumíveis ao inserí-las na lógica do capital. Afinal de contas, nessa sociedade que amamos odiar, tudo é (não é?) produto, coisa, consumo, superfície, função, troca, lixo – a começar (e a acabar) nas relações humanas. Só que ele não sabia, pobrezinho, tão preocupado que estava com o próprio umbigo, de nada disso.
Ocupe e resista Mariana. Continue acreditando no ser humano. Eu também acredito...
terça-feira, 14 de julho de 2009
A Bravo! de julho e a Revista Sendas de junho
Sem querer fazer julgamento de valor de qualquer veículo, mas dando uma de "observatório da imprensa" - muito humildemente, cabe salientar -, é bastante curioso observar que a capa da Revista Bravo! do mês de julho é, basicamente, a mesma capa da Revista Sendas (o supermercado carioca) de superofertas do mês de junho, ou seja, o Selton Mello e seu surto de auto-piedade ou estafa mental ou depressão pós-parto. Enfim, não sei. Mamãe guardou a Revista Sendas do mês de junho por que ela dá algumas dicas preciosas e práticas sobre como passar roupa - o que é muito importante uma vez que ela passa as camisas sociais de papai, coisa que dá um trabalhão danado. Já a Bravo!, que eu nem comprei porque ando meio sem grana, mas vi na net, não sei por que guardaria.
Enfim, como leitora, jornalista e ativista (!) cultural que julgo ser (mas não sei mesmo se sou), aprecio a Bravo!, que na maior parte das vezes prima pela qualidade de suas pautas, aprecio a Revista Sendas, que dá dicas interessantes para dona-de-casa - e esse mês tem o Tony Ramos na capa -, mas, enfim, considero um desperdício de páginas "nobres" a Bravo!, este prestigiado veículo de cultura, gastar espaço com a atual condição psicofísica do Selton Mello, visto que a mesma já saiu em todos os meios, inclusive na Revista Sendas, que é distribuída de graça pra galera. Fica parecendo crise de identidade. Fica parecendo que estão fazendo da "deprê" do cara pretexto para vender seus filmes (Será?). Seria ótimo se um bom trabalho vendesse por si só um bom trabalho, sem que fosse preciso recorrer a outros estranhíssimos subterfúgios para tanto. Achei que se eu quisesse ler fofoca de ator (também em crise de identidade de ser ou não ser global) eu compraria a Revista Contigo. "Não, não"... - alguém me disse - "Contigo faz fofoca do personagem que o ator interpreta na novela das oito, não do ator propriamente dito, entendeu?"... Ah, sim... Dá no mesmo.
Nesse país com tão pouca visibilidade para bons projetos culturais, que tem aos montes por aí, fica difícil não reclamar. Agora vou fazer algo, porque senão vem alguém e diz assim: "Ah, você só reclama e não faz nada!". Como dizem os russos: нет. Faço sim. Beijocas.
PS: Cabe ressaltar que não estou questionando o talento do Selton Mello, que é um excelente ator.
Revista Bravo!: http://bravonline.abril.com.br/
Revista Sendas: http://www.sendas.com.br/default_new.asp (não está disponível on-line)
Enfim, como leitora, jornalista e ativista (!) cultural que julgo ser (mas não sei mesmo se sou), aprecio a Bravo!, que na maior parte das vezes prima pela qualidade de suas pautas, aprecio a Revista Sendas, que dá dicas interessantes para dona-de-casa - e esse mês tem o Tony Ramos na capa -, mas, enfim, considero um desperdício de páginas "nobres" a Bravo!, este prestigiado veículo de cultura, gastar espaço com a atual condição psicofísica do Selton Mello, visto que a mesma já saiu em todos os meios, inclusive na Revista Sendas, que é distribuída de graça pra galera. Fica parecendo crise de identidade. Fica parecendo que estão fazendo da "deprê" do cara pretexto para vender seus filmes (Será?). Seria ótimo se um bom trabalho vendesse por si só um bom trabalho, sem que fosse preciso recorrer a outros estranhíssimos subterfúgios para tanto. Achei que se eu quisesse ler fofoca de ator (também em crise de identidade de ser ou não ser global) eu compraria a Revista Contigo. "Não, não"... - alguém me disse - "Contigo faz fofoca do personagem que o ator interpreta na novela das oito, não do ator propriamente dito, entendeu?"... Ah, sim... Dá no mesmo.
Nesse país com tão pouca visibilidade para bons projetos culturais, que tem aos montes por aí, fica difícil não reclamar. Agora vou fazer algo, porque senão vem alguém e diz assim: "Ah, você só reclama e não faz nada!". Como dizem os russos: нет. Faço sim. Beijocas.
PS: Cabe ressaltar que não estou questionando o talento do Selton Mello, que é um excelente ator.
Revista Bravo!: http://bravonline.abril.com.br/
Revista Sendas: http://www.sendas.com.br/default_new.asp (não está disponível on-line)
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Sarkozy bundão
Que esse presidente da França é um bundão todo mundo já sabe. Mas, agora, essa dele querer proibir as muçulmanas de usarem a burca, traje que, segundo ele, representa uma "humilhação" para as mulheres, ninguém merece. Absurdo napoleônico. Desdenhou solenemente a cultura, tradição e história de um povo da forma mais agressiva e absolutista possível, como se fosse o "dono" de um país e não o presidente deste. Atos deste tipo, além de serem risíveis em pleno século XXI, só servem para acirrar as diferenças. Sem contar que nós, ocidentais, também convivemos com inúmeras formas de humilhação contra as mulheres, as quais, de tão naturalizadas que estão, simplesmente não vemos. Nos esforçar para vê-las, de repente, tomando uma distância crítica, seria de bom tom. Não, o Ocidente não é o paraíso - e pensar assim é como abraçar o império capitalista marketeiro que massacra tantos indivíduos. Equívocos, se existem, todos os povos cometem. E, se queremos resolvê-los, é preciso mais do que nunca que nos coloquemos no lugar do outro e respeitemos seus hábitos - ou então já já outra guerra, psicológica ou de fato, ganha corpo (é claro, cabe frisar, que é preciso sempre cultivar o mínimo de bom senso, visto que alguns equívocos são óbvios ululantes). Se a burca representa isso ou aquilo, e se, por conseguinte, é um equívoco, devemos antes de qualquer coisa aprendermos a conviver com esse equívoco, evadir essa discussão rala do salão de beleza e, só aí, no espaço da tolerância e da alteridade, nos esforçarmos, juntamente com os maiores prejudicados por esse "terrível mal", para saná-lo.
Esse Sarkozy não tem mesmo o que fazer - deve ser a mulher que fica buzinando no ouvido dele. Enfim, bundão.
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,em-discurso-no-congresso-sarkozy-critica-uso-de-burca,391152,0.htm
Esse Sarkozy não tem mesmo o que fazer - deve ser a mulher que fica buzinando no ouvido dele. Enfim, bundão.
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,em-discurso-no-congresso-sarkozy-critica-uso-de-burca,391152,0.htm
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